Qual o exame que detecta a neuropatia?

Perguntado por: iguterres . Última atualização: 20 de maio de 2023
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O exame de eletroneuromiografia é o exame mais indicado a fim de descobrir se de fato o paciente apresenta neuropatia, auxiliando também em diagnosticar sua causa e gravidade, e deve ser realizado em uma clínica de neurofisiologia por médicos neurofisiologistas experientes para um resultado confiável.

Procure seu médico, consulte o neurologista e conheça seus nervos, ter dúvidas em relação a sua saúde, pode ser um sintoma de doença!

Neuropatia periférica – afeta os nervos nas partes externas, ou periféricas, do corpo como mãos, pés, pernas e braços; Neuropatia diabética – é causada pela diabetes.

Por outro lado, existem também as neuropatias congênitas (existentes desde o nascimento), essas costumam ser mais graves e não existe tratamento.

Os sintomas da neuropatia periférica podem incluir formigamento, dormência e dor nas áreas afetadas. Em casos graves, tendem a causar fraqueza, perda de sensibilidade e dificuldade para mover as regiões do corpo comprometidas.

Além da idade, alguns dos fatores de risco mais comuns para neuropatia incluem diabetes, síndrome metabólica (pressão alta, colesterol alto e obesidade) e uso excessivo de álcool.

Se não cuidada, além da dor intensa, a neuropatia periférica pode causar a perda da sensibilidade, debilidade e atrofia muscular.

O processo pode levar meses a anos e depende da gravidade da lesão. Então, fazer o diagnóstico correto e iniciar o tratamento rápido melhora muito as chances de recuperação. No entanto, alguns tipos de neuropatia podem não ser totalmente revertidos e o foco será evitar a progressão.

O paciente deve adquirir o hábito de dormir com a cabeça elevada e utilizar meias elásticas para ajudar no tratamento da baixa pressão arterial e de eventuais desmaios decorrentes da neuropatia. Um fator importante é a organização da casa, visto que o há aumento em risco de quedas e lesões.

Os testes mais úteis para a pesquisa de neuropatia diabética foram as avaliações da sensibilidade tátil com o monofilamento e a vibratória.

A grande preocupação é que essa condição pode evoluir, causando uma piora dos sintomas. Consequentemente, a pessoa corre mais risco de sofrer quedas, ter dificuldade para ficar em pé ou andar e pode até mesmo sentir dor nos membros.

Como verificado, a gabapentina está definida como tratamento de primeira linha para a neuropatia periférica diabética dolorosa (NPDD).

Sensação de formigamento ou dormência na região afetada. Piora da dor quando sentado ou em pé, que melhora ao deitar. Fraqueza muscular, tornando difícil levantar o pé ou mover a perna de forma adequada.

Carlos Eduardo Altieri informa que a neuropatia periférica tem mais de 90 causas, sendo as mais comuns: Inflamações nos nervos após lesões ou esforços repetitivos.

Dor neuropática resulta de lesão ou disfunção do sistema nervoso periférico ou central, em vez da estimulação de receptores de dor. O diagnóstico é sugerido por dor desproporcional à lesão tecidual, disestesia (p. ex., queimação, formigamento) e sinais de lesão de nervos detectada durante o exame neurológico.

A dor neuropática parece uma sensação de formigamento, queimadura ou uma hipersensibilidade ao toque ou ao frio. A hipersensibilidade ao toque é chamada alodinia. Até mesmo um toque leve pode causar dor. Algumas vezes, a dor neuropática é profunda e intensa.

A neuropatia periférica pode causar o mal funcionamento de um único nervo, na chamada mononeuropatia, mas também pode afetar um único nervo em áreas separadas, sendo classificado como mononeuropatia múltipla. Quando vários nervos têm seu funcionamento afetado, o paciente é diagnosticado com polineuropatia.

Quando sofremos uma lesão ou doença que afeta o sistema sensorial, os nervos não enviam a informação sensitiva corretamente para o cérebro. Isso leva a sensações de dormência ou falta de sensibilidade.

Exercício físico para dor neuropática periférica e central
Pilates seria ideal para manter um tratamento pós fisioterapia, assim como a hidroginástica. Exercícios com elásticos e bolas de equilíbrio são comuns.

Diferença entre fibromialgia e dor neuropática
Apesar de causarem muita dor no paciente, a principal diferença entre a fibromialgia e a dor neuropática é que a segunda ataca áreas específicas do corpo, ao contrário da fibromialgia que provoca dor generalizada.

Um estudo aponta que a combinação de vitaminas B pode reduzir ou ajudar no alívio total dos sintomas da neuropatia, incluindo a B1, a B6 e a B12. Em específico, a B12 ajuda muito no metabolismo de ácidos graxos essenciais para a manutenção da mielina, tecido que protege as células nervosas.