Qual o tratamento para picada de animais peçonhentos?

Perguntado por: galencastro . Última atualização: 29 de maio de 2023
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Diagnóstico e tratamento de acidentes com animais peçonhentos. O diagnóstico é realizado com base na identificação do animal causador do acidente. Em alguns casos, há recomendação de exame complementar. O tratamento é sintomático e com soro antiveneno, de acordo com cada espécie e com cada situação.

O que fazer em caso de acidente com serpentes

  1. Lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão.
  2. Manter o paciente deitado.
  3. Manter o paciente hidratado.
  4. Procurar o serviço médico mais próximo.
  5. Se possível, levar o animal para identificação.

A picada causa dor imediata, inchaço local, formigamento e suor no local da picada. Deve-se combater a dor com analgésicos e observar rigorosamente novos sintomas, como vômitos, aumento da pressão arterial, dificuldade respiratória, tremores, espasmos musculares, caracterizando acidente grave.

- Manter o local da picada voltado para cima. - Não cortar, furar, nem apertar o local da picada. - Beber bastante água; - Dirigir-se imediatamente ao serviço de saúde.

A região da picada apresenta dor e inchaço, às vezes com manchas arroxeadas (edemas e equimose) e sangramento pelos pontos da picada, em gengivas, pele e urina. Pode haver complicações, como grave hemorragia em regiões vitais, infecção e necrose na região da picada, além de insuficiência renal.

O tratamento é feito com a aplicação do soro (antiveneno) específico para cada tipo de acidente, de acordo com a gravidade do envenenamento. A aplicação dos soros deve ser por via intravenosa, podendo ser diluídos ou não, em solução fisiológica ou glicosada.

O soro antibotrópico (pentavalente) e antilaquético, heterólogo e hiperimune, é indicado como um dos tratamentos para envenenamento causado por picada de serpentes do gênero Bothrops (ex: jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara, caiçara e outras) ou ainda do gênero Lachesis (surucucu pico-de-jaca).

O veneno fica armazenado na cauda do escorpião e quando um indivíduo é atacado, a toxina vai direto para a corrente sanguínea. O ferrão geralmente não deixe marcas visíveis. Na hora da picada a dor é forte e em alguns casos o efeito do veneno do escorpião pode ser imediato.

O soro antiofídico é utilizado como antídoto quando uma pessoa é picada por uma serpente. Esse produto é formado por anticorpos e o seu principal objetivo é neutralizar o veneno que se encontra no sangue e nos tecidos da pessoa que sofreu a picada.

No Brasil, o tratamento é realizado com soro antiofídico, produzido pelo Instituto Butantan, distribuído por todo o Brasil. O soro só pode ser aplicado por profissionais capacitados.

As complicações mais importantes são infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.

Na maioria dos casos, a dor e o inchaço desaparecem em no máximo um ou dois dias. Em 10% dos casos o paciente desenvolve uma reação maior às picadas, com intensa dor e inchaços que podem chegar a 10 cm de diâmetro e demoram até 10 dias para desaparecer.

Soro antiaracnídico: vítimas de acidentes com aranha-armadeira, aranha-marrom e escorpiões brasileiros do gênero Tityus; Soro antiescorpiônico: vítimas de acidentes com escorpiões brasileiros do gênero Tityus; Soro antilonomia: vítimas de acidentes com taturanas do gênero Lonomia.

Se não tratado, o veneno pode provocar um colapso cardiocirculatório e edema agudo de pulmão, o que leva a óbito. Depois de uma picada, o recomendado é lavar o local com muita água e sabão e levar a pessoa até o posto de saúde mais próximo.

O corpo dos escorpiões é igual ao das aranhas, com uma única diferença: o abdome é dividido em duas partes, pré-abdome e pós-abdome. No pós-abdome, encontra-se a glândula que produz o veneno, que o animal injeta na vítima com um aguilhão.

Sintomas das picadas de escorpião
Assim como as picadas de vespa e abelha, a picada de escorpião deixa a região inchada e avermelhada. Além disso, ela provoca dor intensa e imediata. Casos graves podem, ainda, provocar aumento da frequência cardíaca, salivação aumentada, falta de ar e pressão arterial baixa.

Não ingerir bebida alcoólica, álcool, querosene, gasolina ou fumo no intuito de parar a dor, pois além de não agir contra o veneno, ainda poderá causar complicações no quadro clínico; Não colocar gelo ou água fria no local da picada, pois acentua a dor.