Quando é considerado sífilis congênita?

Perguntado por: ifurtado . Última atualização: 29 de maio de 2023
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Descrição: A sífilis é uma doença infecto-contagiosa sistêmica, de evolução crônica. A sífilis congênita é a infecção do feto pelo Treponema pallidum, transmitida por via placentária, em qualquer momento da gestação ou estágio clínico da doença em gestante não tratada ou inadequadamente tratada.

Um resultado de VDRL 1/2 significa que o sangue – mais propriamente o soro sanguíneo – tem anticorpos que reagem só até a diluição meio a meio (uma parte de soro e uma parte de diluente); título 1/64 significa que uma parte do soro sanguíneo misturado com 63 partes de um diluente continua a levar a uma reatividade, tal ...

É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária. Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção.

Títulos baixos (1/1, 1/4) podem permanecer após o tratamento, caracterizando uma cicatriz sorológica. No líquor, um resultado VDRL reagente quase sempre indica uma infecção sifilítica passada ou presente no sistema nervoso central.

A sífilis congênita tem cura e o tratamento do bebê deve ser iniciado o mais rápido possível após o nascimento para evitar complicações graves, como surdez ou cegueira, que, mesmo após a cura da doença, não possem ser revertidas.

Na sífilis em atividade a doença apresenta, habitualmente, altos títulos de VDRL (maiores ou iguais a 1/16). Esta condição ou a elevação de títulos do VDRL em quatro vezes ou mais, comparativamente ao último exame realizado, justificariam um novo tratamento para indivíduos previamente tratados.

A sífilis adquirida até dois anos é considerada recente. Nessa fase, a doença pode manifestar-se como sífilis primária, secundária ou latente recente. Já a infecção presente no indivíduo há mais de dois anos é chamada de sífilis tardia, e pode manifestar-se como latente tardia ou terciária.

Para diagnóstico da Sífilis Congênita, deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames radiológicos e laboratoriais. O uso correto e regular da camisinha feminina ou masculina é uma medida importante de prevenção da sífilis.

Geralmente, resultados falso-positivos apresentam títulos abaixo de 1/8, mas títulos de até 1/256 já foram descritos em pacientes sem sífilis.

O VDRL é considerado positivo quando seu título for igual ou superior a 1/16. Títulos inferiores são considerados falso-positivos quando os testes treponêmicos forem negativos. Entretanto, algumas condições estão associadas com VDRL reagente e ELISA não reagente, sem história prévia de sífilis.

Em grávidas não tratadas de forma adequada, a infecção pode causar aborto, prematuridade, malformação do feto, entre outras consequências da sífilis congênita. Por isso, a recomendação é que a gestante seja testada pelo menos duas vezes durante o pré-natal, no 1º e 3º trimestres.

Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal. O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser pedido no primeiro trimestre da gravidez.

Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.

Os títulos do VDRL são considerados positivos quando 1/16 ou superiores. Títulos inferiores são considerados falso-positivos5,10,12 quando os testes treponêmicos forem negativos. Algumas condições estão associadas com VDRL reagente e ELISA não reagente, sem história prévia de sífilis.

O VDRL reagente com título igual ou superior a 1:16 é definido como doença e nestes casos o paciente deve ser tratado. É também o exame utilizado para seguimento (3 meses, 6 meses e um ano após o tratamento). Espera-se que os títulos apresentem queda para menor que 1:8 e negativem após um ano.

Sim, a sífilis tem cura se for tratada com antibióticos apropriados, de preferência com penicilina benzatina (Benzetacil) nas doses indicadas acima. Quando tratada corretamente, a taxa de cura é maior que 95%. Após o início do tratamento as lesões começam a desaparecer já nos primeiros dias.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), curável e de caráter sistêmico. É silenciosa e, se não for tratada adequadamente, perigosa. Após contato inicial com a bactéria, esta pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente.