Quando volta do INSS pode colocar atestado?

Perguntado por: ogomes . Última atualização: 27 de maio de 2023
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Deve encaminhar ao médico do trabalho após o retorno do afastamento, e caso não estiver apta a própria funcionaria ou a empresa dando este suporte liga na previdência social entra com pedido de prorrogação.

A lei não prevê um número de atestados que um funcionário pode apresentar em um determinado intervalo de tempo. Porém, a empresa só é obrigada a manter o pagamento referente aos dias de ausência pelo tempo máximo de 15 dias, quando se tratar da mesma doença.

Antes de falarmos sobre as regras de retorno ao trabalho após acidente, vale mencionar que, quando o colaborador é afastado pelo INSS, ele terá direito à estabilidade de emprego. Isso quer dizer que ele não poderá ser demitido sem justa causa pelos próximos 12 meses após seu retorno.

Central de atendimento do INSS – Telefone
Para tanto, basta telefonar para 135, que é o telefone do órgão. A ligação é gratuita e pode ser realizada de segunda à sábado, de 7h às 22h. Um atendente poderá fornecer todos os dados sobre o benefício ou requerimento.

Quando constata a capacidade do funcionário de retornar ao trabalho, o médico deve emitir o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) de aptidão; O funcionário deve se apresentar ao RH da empresa com o atestado que regulariza seu retorno em mãos para então reassumir seu cargo.

De acordo com a lei, não é possível somar atestados com CID diferentes, mesmo que sejam consecutivos. Para somar atestados com o registro do CID, eles devem ser iguais, ou seja, relatar a mesma doença.

Assim, com base na argumentação anterior, é perfeitamente admitida a hipótese de atestados intercalados ou sucessivos, até porque há previsão legal, e está contida no art. 75 §§ 4º, 5º do Decreto-Lei 3.048/99 e na Instrução Normativa nº 45 de 06 de agosto de 2010, do INSS.

Auxílio doença acidentário
Nesse caso, o colaborador terá uma estabilidade de 12 meses após o retorno ao trabalho. Além disso, a empresa é obrigada pela lei a pagar o FGTS normalmente.

A soma de atestados só poderá ocorrer se: O total de atestados superar 15 dias; Os afastamentos ocorrerem dentro de 60 dias contados da entrega do primeiro atestado; e. Todos os afastamentos decorram da mesma doença.

Neste caso o contrato de trabalho fica suspenso, de modo que o retorno do funcionário faz com que a relação continue de onde parou. Então se o funcionário trabalhou 1 ano e 6 meses, ficou afastado por 6 meses e retornou, você ainda tem mais 6 meses para conceder as férias relativas ao primeiro ano de trabalho.

Portanto, após o término do auxílio-doença, nesse caso, o trabalhador poderá ser demitido. Nesse caso, muito embora a CLT não tenha previsão para estabilidade, as Convenções Coletivas de Trabalho poderão trazer algum dispositivo que beneficie o empregado, devendo ser analisado cada caso concreto também.

Quais os tipos de doenças que a empresa não pode demitir?

  • apresenta atestado médico (se o afastamento for inferior a 15 dias);
  • quando o empregado está ausente devido ao INSS (se a ausência foi superior a 15 dias); e.
  • para empregados que foram demitidos de forma discriminatória devido a sua doença.

Se esses 15 dias não forem suficientes para o trabalhador recuperar sua saúde e voltar ao serviço, do 16º dia em diante deixará de receber salário e terá direito ao auxílio-doença pago pelo INSS, que poderá ser através dos benefícios auxílio-doença comum (B-31) ou auxílio-doença acidentário (B-91, decorrente de ...

A alta programada é uma prática do INSS de, ao conceder o benefício de auxílio-doença, estabelecer automaticamente a data de cessação, dispensando-se da realização de nova perícia.