Quanto tempo dura o tratamento da epilepsia?

Perguntado por: esalazar . Última atualização: 23 de maio de 2023
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De acordo com a classificação mais recente da Liga Internacional contra a Epilepsia, um paciente é considerado curado se está há mais de 10 anos sem crises epilépticas e nos últimos 5 anos desse período ficou sem medicamentos para epilepsia.

Não ingerir bebidas alcoólicas, evitar o jejum prolongado e a privação de sono são fatores importantes para impedir casos futuros de crise epiléptica.

crises epilépticas mais de duas vezes, separadas por um intervalo de 24 horas; uma crise, com probabilidade maior de 60% de apresentar uma segunda crise em 10 anos; uma síndrome epiléptica bem definida.

O paciente com epilepsia não pode ter uma vida normal
E, mesmo quando a cura não é possível, as crises epilépticas podem ser bem controladas com o tratamento adequado. Nesses casos, é possível ter uma vida normal, podendo trabalhar, estudar, dirigir, praticar esportes etc.

Foi apresentado no Senado pelo senador Paulo Paim (PT-RS) o PL 2.472/2022, que inclui o lúpus e a epilepsia na lista de doenças dispensadas do prazo de carência para concessão dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por incapacidade, concedidos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Para quem não conhece o termo, podemos dizer que os “gatilhos” são as situações que podem causar crises em alguns pacientes com epilepsia. Muitos deles variam de pessoa para pessoa, mas o consumo abusivo de álcool, a privação de sono e a sensibilidade a flashes de luz estão entre os mais comuns.

A maioria das pessoas com epilepsia é tratada com um único medicamento antiepiléptico (monoterapia) e as diretrizes atuais do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) no Reino Unido para adultos e crianças recomendam carbamazepina ou lamotrigina como tratamento de primeira linha para as convulsões de ...

Ainda não se sabe completamente o que causa a epilepsia, porém, pode ter origem de ferimentos sofridos na cabeça, recentes ou não, traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas. O tratamento pode ser feito através de medicação.

A médica lista alguns alimentos que pessoas com crises epiléticas devem ficar longe, entre eles, algumas frutas que para pessoas que não tem o distúrbio é saudável, como por exemplo: banana, maçã, Pêra, figo, damasco, manga, laranja.

Os pacientes não podem ingerir frutas ou legumes ricos em amido; pães, massas ou grãos; ou fontes de açúcares simples.

O portador de epilepsia bem controlada pode fazer tudo que qualquer um faz: estudar, trabalhar, praticar esportes, namorar, constituir família... Apenas deve evitar o que favorece crises, como privação de sono, luzes estroboscópicas – utilizadas em danceterias – e uso de álcool, mesmo durante o tratamento.

Pessoas com epilepsia podem ter um padrão de sono irregular, pois convulsões a qualquer hora da noite podem atrapalhar o sono e convulsões durante o dia podem afetar o sono da noite seguinte.

Crises convulsivas – as mais perigosas e urgentes
Conhecida na medicina como crise tônico-clônica, as convulsões fazem com que a pessoa de repente, ou com aviso prévio (como por exemplo, a aura), perca o controle do corpo.

Em algumas pessoas, a falta de sono pode interromper esses sinais, também ocasionando uma convulsão. O tempo ideal para o descanso do corpo e da mente, é muito individual e varia conforme a idade. Mas, um adulto necessita em média de 7 a 8 horas de sono por dia para se sentir descansado.