Que figura nordestina o Severino apresenta?

Perguntado por: uramos9 . Última atualização: 29 de maio de 2023
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Severino é o narrador e personagem principal, um retirante nordestino que foge para o litoral em busca de melhores condições de vida. Seu José, mestre carpina, é o personagem que salva a vida de Severino, impedindo este de tomar sua própria vida.

Toda a caminhada de Severino constitui-se em uma denúncia da sociedade que exclui o homem da terra. Em “Auto da Compadecida” João Grilo é a figura que representa os pobres oprimidos nordestinos que estão submetidos à opressão e subjugados por famílias de poderosos coronéis donos de terra.

Os personagens de “Auto da Compadecida” são alegóricos, ou seja, não representam indivíduos, mas tipos que devem ser compreendidos de acordo com a posição estrutural que ocupam. A criação desses personagens possibilita que se enxergue a sociedade de uma cidadezinha do Nordeste.

  • João Grilo (Matheus Nachtergaele)
  • Rosinha (Virgínia Cavendish)
  • Cabo 70 (Aramis Trindade)
  • Vicentão (Bruno Garcia)
  • Eurico (Diogo Vilela)
  • Major Antônio Moraes (Paulo Goulart)

Resumo de Auto da Compadecida. João Grilo e Chicó são os amigos inseparáveis que protagonizarão a história vivida no sertão nordestino.

Dentro desse contexto, João Grilo é a figura que representa os pobres oprimidos, é o homem do povo, é o típico nordestino amarelo que tenta viver no sertão de forma imaginosa, utilizando a única arma do pobre, a astúcia, para conseguir sobreviver.

Foi o que ela fez. O padre, o bispo, o sacristão, o padeiro e sua mulher foram todos para o purgatório. Severino e o seu capanga foram absolvidos e foram para o paraíso. João simplesmente retornou a seu corpo, pois lhe foi dada uma segunda chance.

Os instrumentos culturais mais relevantes na peça são as crendices e a literatura de cordel da realidade regional brasileira, mais precisamente da realidade regional nordestina. Acredita-se que as lendas, mitos, contos populares e fábulas não fazem parte apenas do exótico no mural da literatura brasileira.

É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas.

A vida das pessoas é mais importante; é preciso entender de onde elas vem e por que elas são como são. É óbvio que a Compadecida sabe o quanto João Grilo é mentiroso. Mas, ela escolheu um outro caminho para lhe dar ensinamentos. Se o personagem vai ou não ouvi-la, aí já é uma outra história.

Ele é judeu, enquanto homem.

Apesar de escrito em 1956, o Auto dialoga com nossa atualidade. Os defensores da “moral e dos bons costumes” são os mesmos que corrompem as instituições (na peça, a igreja e o casamento) e exploram os trabalhadores negando-lhes a dignidade.

No livro Chicó é o melhor amigo e companheiro constante de João Grilo, sendo o último, personagem central da obra de Suassuna.

Com relação à cobiça, em Auto da Compadecida a crítica se dirige em especial aos membros da igreja, prontos a bajular e fazer as vontades dos mais ricos, sempre tendo em vista alcançar benefícios pessoais.