Quem aprova o Fies?

Perguntado por: umendes6 . Última atualização: 25 de maio de 2023
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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que abre a possibilidade de renegociação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para quem estava em dia até 30 de dezembro de 2021 e ainda tinha parcelas a vencer.

Ao analisar o processo, a relatora, desembargadora federal Daniele Maranhão Costa, explicou que a União tem legitimidade para responder a ações relativas ao Fies, porque o art. 3º da Lei 10.260/2001 determina a competência do MEC, órgão da União, no processo seletivo para a concessão do respectivo financiamento.

Apesar de um pouco mais complicado, não é impossível conseguir o FIES, desde que você se encaixe nas novas regras e saiba o que pode garantir uma vaga. Confira, a seguir, quem pode fazer o FIES e quais critérios você deve cumprir para aumentar suas chances de conseguir o financiamento estudantil do governo federal!

Em pouco mais de dois dias depois de finalizada seleção, o candidato já pode entrar no site do Fies Seleção, digitar seu CPF e senha e ver se obteve o financiamento ou não. Os resultados ficam disponíveis na segunda-feira seguinte ao encerramento das inscrições.

Ter alcançado média igual ou maior que 450 pontos na prova do Enem; Não ter zerado a redação do Enem; Possuir renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos.

O candidato precisa acompanhar a convocação da lista de espera do Fies por meio do FiesSeleção, que é o portal oficial do programa. Além disso, é importante que o estudante fique ligado nas regras, nos procedimentos e nos prazos previstos pelo edital do processo seletivo.

Resultado da lista de espera Fies 2023.2
Os participantes da lista de espera deverão obrigatoriamente, acompanhar a eventual pré-seleção, na página do Fies.

Como usar o Fundo Garantidor (FGEDUC) como fiador do FIES? A partir de 2014, o candidato ao FIES que tiver o nome sujo só pode usar o FGEDUC se a faculdade tiver aderido a essa modalidade de financiamento.

Por isso, é possível tentar o Fies para financiar sua segunda graduação. Mas, é muito importante frisar que como existe uma preferência pelo preenchimento das vagas por quem está tentando o financiamento para cursar sua primeira graduação, a possibilidade de você conseguir um retorno positivo é mais baixa.

Uma das dúvidas frequentes em relação ao programa é se o fiador pode ter nome sujo. Por ter passado por algumas mudanças ao longo dos anos, agora não é mais necessário comprovar a idoneidade cadastral (ou seja, provar que tem nome limpo) para se inscrever, o que era obrigatória até 2012.

Não poderá se candidatar no Fies estudantes que estejam com a matrícula da faculdade trancada; alunos que nunca realizaram o Enem ou que não chegaram a alcançar a pontuação mínima na prova e redação; e aqueles que estão em situação irregular com o Programa de Crédito Educativo.

450 pontos média

Pontuação mínima no Enem para concorrer ao FIES
Para concorrer ao FIES, o candidato precisa ter desempenho de pelo menos 450 pontos média das provas e nota acima de zero na redação de qualquer edição do Enem a partir de 2010. Mas atenção: tanto a média quanto a nota da redação têm que ser da mesma edição do Enem!

Contar com uma renda familiar bruta mensal que não ultrapasse três salários-mínimos por pessoa.

Um dos requisitos para poder entrar no FIES é ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, em qualquer edição a partir de 2010. Além de ter participado do Enem, o candidato também precisa ter conseguido pelo menos 450 pontos na média das provas do Exame e nota maior do que zero na redação.

Sim, é possível solicitar o FIES mesmo com o nome negativado. Desde 2013, o estudante não precisa mais comprovar a "idoneidade cadastral", ou seja, quem tem restrições no nome também pode se inscrever no programa.

No caso do Fies 2023/2, podem participar os candidatos que fizeram o Enem a partir da edição de 2010 e obtiveram, pelo menos, 450 pontos de média e nota acima de zero na redação. A prioridade do programa é disponibilizar financiamentos a estudantes de baixa renda.