Quem for a Tem crase?

Perguntado por: imonteiro . Última atualização: 16 de maio de 2023
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A crase não deve ser empregada junto aos pronomes relativos QUE, QUEM e CUJO(A).

Volto de São Paulo". Ou seja, se você vai a e volta da, crase há. Se você vai a e volta de, crase para quê? É erro colocar acento grave antes de palavras que não admitam o artigo feminino a, como verbos, a maior parte dos pronomes e as palavras masculinas.

Por outro lado, quando acompanhadas de preposições (para, desde, após, perante, com), não se utiliza a crase, por exemplo: Ficamos na reunião desde as 12h. Chegamos após as 18h.

NÃO USAMOS A CRASE:
Antes de pronomes indefinidos que não admitem artigo (seguidos ou não de “s”): alguém, alguma, nenhuma, cada, certa, determinada, pouca, quanta, tal, tamanha, tanta, toda, ninguém, muita, outra, tudo, qual, qualquer, quaisquer.

A crase é o sinal gráfico (`) utilizado para indicar a fusão de duas letras A. Em geral, essa fusão acontece quando, em uma mesma frase, você precisa utilizar a. Exemplos: Vou à (a preposição + a artigo) academia.

Uma das formas mais eficientes para testar se uma frase exige ou não o uso da crase é substituir o substantivo feminino por um substantivo masculino. Se utilizando um substantivo masculino temos como resultado a contração “AO” (preposição + artigo), significa que a crase é necessária com o substantivo feminino.

a: é usado antes de substantivos (coisas, pessoas, lugares ou emoções) para definir algo. Ex.: “A bicicleta é bonita.”; “A Catarina não foi simpática.”; “Eu vi a cobra.” á: é usado para acentuar a sílaba tônica de uma palavra (nunca é usado isoladamente).

Aqui, o acento grave indicativo de crase facultativa acontece quando a preposição “a” também é facultativa. “Chegarei em casa até as 20h” ou “Chegarei em casa até às 20h. “Caminhamos até a praça” ou “Caminhamos até à praça.” “Vou levar até as últimas consequências” ou “Vou levar até às últimas consequências.”

“Ir para algum lugar” dá ideia de permanência longa ou definitiva; “Ir a algum lugar” dá ideia de permanência curta. Por isso é que, quando alguém morre, não se diz que a pessoa ”foi ao céu”, porque de lá ninguém volta (nem do inferno). É melhor “ir ao hospital” do que “ir para o hospital”.

Assim, quando um verbo ou um nome exigir a preposição “a” e o substantivo posterior admitir artigo “a”, haverá crase. Além disso, se houver a preposição “a” seguida dos pronomes “aquele”, “aquela”, “aquilo”, “a” (=aquela) e “a qual”; ocorrerá crase.

Quando o complemento é “pessoa” (física ou jurídica), o verbo “pagar” é transitivo indireto (TI), e exige um complemento com a preposição “a”. Paguei ao banco Itaú. Paguei à funcionária.

O verbo agradecer é um verbo transitivo direto, estabelecendo regência sem a presença de uma preposição, quando o agradecimento se refere a alguma coisa. Não havendo preposição, não ocorre crase, estando apenas presente o artigo definido feminino a.

Não se usa crase se antes das horas há a preposição "após". g) Não haverá transporte das 9h às 10h. Na indicação de horário, sempre usamos crase. As exceções são apenas para os casos em que as preposições "após, desde, entre, para" antecede as horas.

– Nada foi igual às suas atitudes. Nessa frase o acento indicador de crase é obrigatório, pois há tanto a preposição a quanto o artigo as: a +as suas atitudes.

A crase não deve ser empregada junto a verbos. O fenômeno da crase existe quando há uma fusão (ou contração) entre a preposição "a" e o artigo definido feminino "a". Logo, se a palavra seguinte à preposição "a" for um verbo, o acento grave indicativo da crase não é admitido.

Como não se utilizam artigos definidos antes de pronomes indefinidos, mesmo que o pronome seja feminino e singular, não ocorre crase visto não haver a presença do artigo definido a para contrair com a preposição a. Desejamos a toda gente um bom fim de semana. Pedimos a todas que se retirem.