Quem tem ansiedade tem arritmia?

Perguntado por: afernandes2 . Última atualização: 18 de maio de 2023
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Estresse, nervosismo, medo e inseguranças podem deixar o coração acelerado e, com isso, causar tonturas, sensação de desmaio e até falta de ar. A questão é que os sintomas apresentados acima podem se encaixar em dois diagnósticos: Arritmia Cardíaca e Ansiedade.

A verdade é que ainda não há uma conclusão definitiva, mas estudos mostram que o estresse e a ansiedade podem piorar os sintomas de arritmia, mas mais pesquisas são necessárias para descobrir se as pessoas com ansiedade e depressão têm maior risco de desenvolvê-lo.

Coração acelerado, falta de ar, tremores, angústia, apreensão, suor excessivo, tensão muscular estão entre os sintomas provocados pelo transtorno de ansiedade. E o problema, além de afetar e acelerar os batimentos cardíacos, pode favorecer o desenvolvimento da hipertensão arterial e também arritmias.

Muitas vezes, as arritmias cardíacas não provocam sintomas, são silenciosas e, por isso, perigosas. No entanto, alguns pacientes reclamam das palpitações, ou “batedeira”, tontura, falta de ar, sensação de desmaio. Em outros casos, como nas bradiarritmias, as palpitações já não são comuns.

Medicamentos
Alguns medicamentos são usados para converter a arritmia em um ritmo normal, outros controlam a frequência cardíaca e alguns podem diminuir a formação de coágulos no coração. Uma vez sem a medicação, a arritmia pode voltar a aparecer.

O que fazer para acalmar o coração acelerado? Deitar-se em posição relaxante, inspirar e aspirar o ar profundamente por pelo menos cinco vezes pode ajudar a diminuir a frequência cardíaca. Caso os sintomas persistam, procure um médico.

Assim, demandam rapidez no atendimento. Considera-se batimento cardíaco acelerado quando a pessoa tem mais de 100 batimentos por minuto. Se for um episódio de início agudo e duradouro, associado ou não com sintomas como fraqueza, tontura, desmaios e falta de ar, a pessoa deve procurar atendimento médico de emergência.

Pacientes com arritmias causadas ou pioradas por adrenalina são alguns dos que mais se beneficiam com medicações desta classe. Por outro lado, pacientes com frequência cardíaca baixa ou em risco de bloqueios do coração não deveriam tomar a medicação, a princípio (exceto em casos onde o risco é inferior o benefício).

Eletrocardiograma. O eletrocardiograma (ou ECG) é feito para avaliar a existência de arritmias cardíacas, infarto do miocárdio ou bloqueios do sistema de condução cardíaco. Geralmente, é um exame realizado como diagnóstico inicial do paciente, pois costuma apresentar a condição cardíaca do(a) paciente em repouso.

Dos sintomas mais comuns da arritmia cardíaca, estão: Palpitações; Cansaço; Desmaios; Tontura; Confusão mental; Fraqueza; Pressão arterial baixa; Falta de ar; Dor no peito.

Na maioria dos casos, as arritmias são breves, desaparecem espontaneamente e não representam risco para a saúde. No entanto, se o ritmo cardíaco acelerado tornar-se constante, pode conduzir à falência cardíaca congestiva.

Embora em muitos casos tudo não passe de um susto, pesquisadores apontam que o surgimento de doenças cardiovasculares estão relacionadas a distúrbios psiquiátricos como a ansiedade e depressão.

A ansiedade pode ainda ser a responsável pelo aparecimento de arritmias, entre elas a fibrilação atrial, ou seja, uma contração desordenada da musculatura atrial do coração que, em muitos casos, levam ao aumento dos batimentos cardíacos com sensação de mal-estar e tontura.

Dor no peito, palpitação e desmaios são os sintomas mais comuns das arritmias cardíacas, que também representam a principal causa de morte súbita. Por ano, as duas disfunções juntas acarretam cerca de 300 mil vítimas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

“Assim como no infarto, a arritmia cardíaca pode ser evitada e controlada com algumas medidas preventivas como reduzir o estresse, ter uma alimentação saudável, rica em legumes, frutas e verduras, não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas e de energéticos, não fumar e praticar alguma atividade física regularmente”, ...

O consumo de alimentos estimulantes, como energético e café, bem como o uso de nicotina e outras drogas também pode modificar o funcionamento do coração. A obesidade eleva os riscos de desenvolver hipertensão que pode modificar a estrutura do coração e consequentemente, modificar os batimentos.

Somente alguns bloqueadores dos canais de cálcio, como o diltiazem e o verapamil, são úteis no tratamento de arritmias. São usados para reduzir a frequência ventricular em pessoas com fibrilação/flutter atrial e no tratamento de taquicardia paroxística supraventricular.

Verdade: existem arritmias benignas e malignas. As benignas, geralmente, provocam sintomas desagradáveis como palpitações, mas não colocam o paciente sob risco de vida. Já as malignas podem levar o paciente à morte súbita rapidamente. Ambas podem ocorrer também na total ausência de sintomas.

Geralmente, as pessoas com crise de ansiedade têm algum gatilho (medo) que faz o corpo entender que está em perigo e que precisa fugir. O corpo vai liberar substâncias chamadas de catecolaminas que atuam no coração aumentando os batimentos em frequência (número de batidas) e força (intensidade da batida).