Quem tem pólipo tem que operar?

Perguntado por: aalves . Última atualização: 21 de maio de 2023
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O tratamento dependerá do tamanho do pólipo, da sua localização e dos sintomas apresentados, entre outros fatores. Em alguns casos, é suficiente apenas um acompanhamento clínico, com realização de exames seriados para avaliação do pólipo; em outros, pode haver indicação cirúrgica para retirada da lesão.

Após a retirada dos pólipos intestinais é comum o surgimento de pequenas quantidades de sangue nas fezes. No entanto, é importante ficar atento, caso exista sangramento excessivo durante os primeiros 5 dias, recomenda-se ir imediatamente ao pronto-socorro.

Procedimento para retirada dos pólipos uterinos
A polipectomia atualmente é feita por vídeo histeroscopia, cirurgia sem cortes e, desse modo, não deixa cicatrizes. Um instrumento é inserido pela vagina, corta o pólipo e queima a parede do útero para não sangrar, usa-se correntes monopolares, bipolares ou laser.

Os pólipos vilosos e túbulo-vilosos são os que têm mais risco de malignização. Mas há outros fatores que também nos ajudam a estimar o risco de câncer: Pólipos maiores que 1 cm são mais perigosos. Já pólipos com menos de 0,5 cm possuem baixo potencial de transformação maligna.

Quando um indivíduo tem mais de 4 pólipos ou uma das mais de 1 centímetro de diâmetro ou um pólipo com células anormais (visto no exame microscópico, com sinais de displasia celular), o risco de novos pólipos e câncer forçado a fazer colonoscopias de vigilância, repetidamente, para o diagnóstico precoce.

Após a cirurgia de pólipo, a mulher normalmente tem alta em no máximo 24h, realizando alguns dias de repouso para cicatrização do útero, segundo orientação médica. Na mesma ocasião da cirurgia de pólipo, é possível encaminhar este tecido para biópsia, avaliando as chances de malignização do tumor.

Sintomas dos pólipos uterinos
A dor pode ser comparada com a de uma cólica menstrual comum e o nível de dor tende a ser maior de acordo com o tamanho e localização dos pólipos. Outros sintomas são sangramentos após relações sexuais, corrimento com mau odor edificuldade para engravidar.

A única forma de saber se o paciente tem ou não pólipos no intestino é por meio da realização de uma colonoscopia, exame que possibilita enxergar o interior do órgão. Com o endoscópio, é possível remover esse crescimento assim que é identificado, exceto quando o pólipo é grande demais, tornando a remoção arriscada.

De forma geral, avaliar o tamanho do pólipo é uma maneira de se fazer o diagnóstico, sendo os pólipo menores que 1 centímetro normalmente benignos, e os maiores que 1 centímetro tem maiores chances de serem malignos.

A maioria dos carcinomas de cólon tem origem nos pólipos que, apesar de benignos, são precursores do câncer. É por isso que os pólipos removidos durante uma colonoscopia são habitualmente enviados para biópsia.

Quanto ao tamanho, os pólipos são ditos grandes quando tem mais de 20 mm, pequenos quando medem até 10 mm e dimimutos, com até 5 mm. Quando a origem histológica, podem ser epiteliais e não–epiteliais. Não-epiteliais: Lipoma, tumor estromal e o linfoma.

O preço da histeroscopia varia, em média, de R$ 300 a R$ 1.000, dependendo da região e do hospital. O procedimento também está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

O aparecimento dos pólipo aumenta com a idade.
Quanto mais velho o indivíduo, maior o número de divisões celulares que ele teve e maior exposição a fatores que possam induzir mutações celulares. Consequentemente, aumentam-se as chances de adquirir alterações nas células que causem seu crescimento desordenado.

Recuperação após a histeroscopia
Habitualmente não são necessários cumprir nenhuns dias de repouso, podendo a mulher voltar às suas atividades normais, com o cuidado de não realizar esforços nos primeiros dias após a cirurgia.

Os pólipos podem acometer até 20% da população, e se não tratados podem evoluir para câncer com o passar do tempo. Por isso a colonoscopia é recomendada para homens e mulheres a partir dos 45 anos, caso não tenham histórico familiar de câncer colorretal.

A maioria dos pólipos é assintomática. Quando há sintomas, o mais frequente é a hemorragia retal. Um pólipo grande pode causar cólicas, dores abdominais, obstrução ou intussuscepção.

Os pólipos podem causar determinados sintomas, como:

  • Sangramento anormal (intermenstrual, menstruação volumosa, prolongada ou dolorosa);
  • Sangramento pós-menopausa;
  • Exteriorização de pólipos pediculados para a vagina;
  • Infertilidade associada.