Como era a vida dos mascates?

Perguntado por: dmendes . Última atualização: 26 de maio de 2023
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A vida dos mascates não era nada fácil. Tinham que enfrentar dificuldades e adversidades das mais diversas naturezas. Desde as intempéries do tempo, até a insuficiência de recursos financeiros para ter condições condignas de trabalho.

Dado o desenvolvimento econômico paulatino do Recife, os comerciantes, que também eram intitulados “mascates”, recorreram à Coroa portuguesa solicitando sua emancipação e o título de Vila, pois até ali eram um povoado periférico à Olinda, principal cidade pernambucana.

Objetivos do movimento:
Os olindenses queriam manter o controle político na região, sobretudo com relação à próspera cidade de Recife. Os olindenses queriam que a coroa portuguesa mantivesse Recife na condição de povoado.

Mascate: S.m. Bras. 1. Mercador ambulante que percorre as ruas e estradas a vender objetos manufaturados, tecidos, jóias, rádios, etc. (e é óbvio: baterias de rádio, “carregadinhas com modas de viola”, também).

Eles destruíram vilas e engenhos durante a invasão. Também em 1711, a Coroa Portuguesa nomeou um novo governador para a capitania de Pernambuco, Félix José de Mendonça, e enviou tropas para conter a revolta e para prender os responsáveis pelo conflito. A Guerra dos Mascates cessou em 1712, após essas medidas.

A maioria dos mascates carecia de refinamento cultural, mas em contrapartida tinha uma ferrenha força de vontade para superar as adversidades, vencer os obstáculos e prosperar. E prosperar significava juntar capital suficiente para poder montar um comércio fixo, ou seja, inaugurar a tão sonhada “lojinha” ou “armazém”.

A palavra Mascate deriva de uma cidade árabe de mesmo nome, conhecida por ser a cidade natal dos árabes que foram para o Brasil, para trabalhar com o comércio.

Leonardo Cavalcanti de Albuquerque Bezerra foi o líder pernambucano contra os mascates. Ele, seu irmão Manoel e seu filho Cosme foram os que mais protestaram. Dessa maneira, ele foi chamado de “o primeiro pernambucano livre”.

A Guerra dos Mascates deve ser vista como um conflito pelo poder político local, sem qualquer reivindicação social. Na realidade, foi uma disputa entre Olinda, que detinha o poder político, e Recife, detentora do poder econômico, pela supremacia na Capitania de Pernambuco.

Confrontaram-se os senhores de terras e de engenhos pernambucanos, concentrados em Olinda, e os comerciantes reinóis (portugueses da metrópole) do Recife, chamados pejorativamente de mascates.

A chamada Guerra dos Mascates ocorreu em Pernambuco, entre 1710 e 1711, e enquadra-se nas rebeliões do século XVIII do Brasil colonial, ao lado de outras, como a Revolta de Felipe dos Santos, em 1720, a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana.

8 de julho: O arraial de Ouro Preto é erigido em Vila Rica. 11 de julho: A vila de São Paulo é elevada à categoria de cidade. 22 de setembro: Tropas francesas ocupam o Rio de Janeiro. 10 de outubro: Temeroso dos invasores franceses, Francisco de Castro Morais assina a rendição do Rio de Janeiro.

Com o extrativismo do pau-brasil e o desenvolvimento da cultura da cana-de-açúcar, Olinda tornou-se um dos mais importantes centros comerciais da colônia, enriquecendo a tal ponto que disputava com a Corte portuguesa em luxo e ostentação.

Assim, é importante concluir que os senhores de engenho, pessoas ricas, fidalgos, pessoas que faziam parte da aristocracia em Portugal e no Brasil, eram as pessoas que mandavam no engenho e tinham grande influencia em toda a região.

Os mascates eram figuras constantes no meio rural no Rio Grande do Sul, principalmente na Região da Campanha, onde comercializavam diversas mercadorias de uso pessoal. Quando estas figuras apareciam na zona rural, eram sempre bem recebidas nos sítios, chácaras e estâncias.