Como os maias viam o Universo?

Perguntado por: tsanches . Última atualização: 2 de junho de 2023
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Os maias enxergavam o mundo como um local que funcionava de maneira cíclica, isto é, em ciclos de fases que iriam repetir para sempre. Dentro dessa visão, possuíam um sistema duplo de calendário em que um era composto por 365 dias (chamado Haab) e outro era composto por 260 (era chamado de Tzolkin).

Usavam a via lactea ou rio celestial, como chamavam, como eixo de orientação ritual e para o entendimento do clima terrestre. Existia a idea de que tudo que fosse sagrado sobre a Terra, possuía sempre um reflexo no céu .

Além do Longo Ciclo, o calendário maia também era orientado pela contagem da passagem do tempo por mais dois calendários, um calendário solar, o haab, que constava de 365 dias com 18 meses de 20 dias cada, e mais cinco dias adicionais que eram considerados dias de má sorte.

O céu, na mitologia asteca, possuía treze camadas: A mais baixa delas era o Tlalocan, um Paraíso de eterna primavera, e a mais alta era um lugar de dualidade, chamado Omeyocan.

Foram os inventores do conceito de abstração matemática. Criaram um número equivalente ao zero e nossos calendários são baseados no calendário dos Maias. Com sua aritmética, os Maias faziam cálculos astronômicos de notável exatidão. Conheciam os movimentos do Sol, da Lua, de Vênus e provavelmente de outros astros.

No caso da mitologia maia, o responsável pelos céus era Itzamna. Além de deus dos céus, Itzamna também era a divindade do dia e da noite, e um poderoso curandeiro, que auxiliava a humanidade com os seus poderes.

Na mitologia maia, Tepeu e Gucumatz (o Quetzalcoatl dos astecas) são referidos como os criadores, os fabricantes, e os antepassados. Eram dois dos primeiros seres a existir e se diz que foram tão sábios como antigos.

Elas serviam como base dos templos religiosos mais importantes. Como vimos, os maias não usavam rodas ou ferramentas metalúrgicas para construir, mesmo quando seus projetos arquitetônicos eram de grande magnitude. As pirâmides eram, na verdade, um reflexo do grande conhecimento matemático na arquitetura maia.

Kinich Ahau

Era na mitologia maia o deus do Sol, que um pássaro de fogo representava (podem-se ver as claras semelhanças com a Serpente Emplumada ou Quetzalcoátl). O seu nome significa rosto do Sol, sendo o deus do dia, do vigor e do fogo.

Os maias ficaram muito conhecidos por possuírem conhecimentos muito avançados em áreas como Astronomia e Matemática. No campo religioso, os maias eram politeístas, ou seja, acreditavam em diversos deuses e tinham o sacrifício humano como uma prática ritualística muito importante.

c) Os maias, na América Central, acreditavam que, durante os eclipses lunares, um jaguar gigante devorava a Lua. Ele se movia pela escuridão e sua pele se assemelhava a um céu estrelado.

Ao contrário do que muitos temem, os Maias não previram o fim do mundo. Assim afirma o arqueólogo e professor de História da América da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Alexandre Guida Navarro, em entrevista dada à Revista Super Interessante.

Os maias acreditavam na vida pós morte e deixavam oferendas como alimentos e bebidas. Um cachorro poderia ser enterrado para acompanhar a alma. Se o morto era uma pessoa importante, eram sacrificadas mulheres e empregados para servi-lo.

Os maias viviam basicamente de agricultura, com o plantio de diferentes espécies de milho, cacau, abóbora e outros produtos. Os mais apesar de usarem técnicas de cultivo agrícolas mais simples, possuíam avançados conhecimentos no manejo do ouro e pedras preciosas, na astrologia e arquitetura.

A religião inca foi baseada na astronomia porque estava intimamente ligada às estrelas do céu. O principal deus dos incas era o sol (Inti na língua quíchua). Da mesma forma, eles também adoravam a lua (Qilla), as estrelas (chaskas) e o relâmpago (Illapa).

Para compreender os sacrifícios humanos na religião asteca, é preciso conhecer a visão que os astecas tinham do mundo. Eles acreditavam que, antes da criação deste mundo, existiram outros quatro, que foram destruídos em catástrofes como dilúvios, terremotos e "chuvas de fogo".