Como se inicia a meningite?

Perguntado por: lsales6 . Última atualização: 17 de maio de 2023
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A meningite é caracterizada por um processo inflamatório das meninges, membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal. É causada, principalmente, a partir da infecção por vírus ou bactérias; no entanto, outros agentes etiológicos também podem causar meningite, como fungos e parasitos.

O diagnóstico inicial da meningite é feito por meio da avaliação dos sintomas pelo médico, sendo observado se a pessoa sente dor ou dificuldade em mover o pescoço, apresenta febre alta e repentina, tontura, dificuldade de concentração, sensibilidade à luz, falta de apetite, sede e confusão mental, por exemplo.

Os sintomas são febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de septicemia aumenta muito.

O sinal mais comum de meningite é febre alta, presente em mais de 95% dos pacientes. Nos pacientes idosos, pode não haver febre, mas sim hipotermia, com temperatura axilar abaixo dos 36ºC. Outro sinal frequentemente presente é a rigidez de nuca, que ocorre em cerca de 90% dos casos.

Um sinal muito importante a ser observado nos casos de meningite bacteriana, é o aparecimento de manchas avermelhadas pelo corpo. Pode ser feito um teste com um copo para ajudar no diagnóstico.

A vacinação é a melhor forma de prevenção. Se o indivíduo é vacinado se protege e ainda protege outras pessoas, pois não se torna portador da doença e não transmite”, afirma Robério Leite, infectologista pediátrico do Hospital São José (HSJ), do Governo do Ceará. A primeira vacina contra a meningite é logo ao nascer.

Embora assustadora, a sinusite que evolui para óbito é rara. “Não é comum, porque mais de 80% dos quadros de sinusite são virais, e não tem essa progressão. No caso das bacterianas, uma porcentagem pequena vai evoluir para um abscesso orbital ou meningite, que é algo mais grave”, diz o especialista.

Geralmente, as bactérias que causam meningite bacteriana se espalham de uma pessoa para outra por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Já outras bactérias podem se espalhar por meio dos alimentos, como é o caso da Listeria monocytogenes e da Escherichia coli.

Ao todo, são 4 tipos de meningite:

  • Meningite bacteriana;
  • Meningite viral;
  • Meningite fúngica;
  • Meningite causada por parasitas.

Em comparação, a rigidez na nuca devido à irritação meníngea afeta principalmente a flexão do pescoço; assim, o pescoço geralmente pode ser girado, mas não pode ser flexionado.

A meningite bacteriana é a mais grave, geralmente, é passado de pessoa para pessoa pelo contato com a saliva do portador da bactéria. Tosse, espirro, fala e beijo são exemplos de meios de transmissão. Nesse caso de meningite, a doença se instala quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro.

Os sintomas Meningite Bacteriana aparecem muito rápido, em geral, com menos de 24 horas depois da infecção. Mas o período de incubação (tempo entre o contato com a bactéria e o início dos sintomas da doença) pode variar de 1 hora a 14 dias.

Os primeiros sintomas da meningite viral são:

  1. Febre;
  2. Dor de cabeça;
  3. Náuseas e vômitos;
  4. Falta de apetite;
  5. Sonolência;
  6. Fotofobia (sensibilidade à luz);
  7. Dor nas articulações;
  8. Rigidez no pescoço (também chamada rigidez de nuca).

Meningites bacterianas são tratadas com antibióticos aplicados por via endovenosa (diretamente na veia do paciente) e sua administração deve começar o mais rápido possível para evitar complicações e sequelas.

Na rotina do PMI a vacina é aplicada aos três e cinco meses de idade e um reforço aos 12 meses. Crianças que não foram vacinadas poderão receber o imunizante até os 10 anos de idade. Para os adolescentes de 11 a 14 anos está disponibilizada a vacina meningocócica ACWY.

O uso de antibiótico deve ser associado a outros tipos de tratamento de suporte, como reposição de líquidos e cuidadosa assistência. De um modo geral, a antibioticoterapia é administrada por via venosa por um período de 7 a 14 dias, ou até mais, dependendo da evolução clínica e do agente etiológico.

Sinusite aguda:
Na grande maioria dos casos, surge obstrução nasal com presença de secreção amarela ou esverdeada, sanguinolenta, que dificulta a respiração. Febre, cansaço, coriza, tosse, dores musculares e perda de apetite costumam estar presentes.

As sinusites podem ser divididas em agudas e crônicas. Sinusite aguda: Costuma ocorrer dor de cabeça na área do seio da face mais comprometido (seio frontal, maxilar, etmoidal e esfenoidal). A dor pode ser forte, em pontada, pulsátil ou sensação de pressão ou peso na cabeça.

Por que a sinusite dá tosse? Mas, afinal de contas, se ela afeta os seios nasais, como a sinusite dá tosse? A resposta pode estar no chamado gotejamento pós-nasal, que acontece quando o catarro em excesso escorre pelo duto nasal na parte posterior da garganta, próximo a faringe.

O risco de morte é de 10% a 20%, e em caso de sobrevivência, a doença pode deixar sequelas graves, como surdez e debilidade motora. “Algumas crianças apresentam quadros fulminantes, outras têm sequelas e há aquelas que se curam sem ficar com nenhuma sequela.

Se você teve contato com um caso de meningite, a orientação é procurar um médico imediatamente. Agora, caso o paciente não saiba se teve contato ou não com alguém com meningite, deve ficar atento aos sintomas: febre por mais de dois dias, dor de cabeça intensa, vômitos e sonolência.