O que é quimioterapia imunossupressora?

Perguntado por: iamorim . Última atualização: 27 de maio de 2023
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Imunossupressão oncológica é o termo que define a redução da resposta imune do paciente com câncer, podendo levar ao aparecimento de infecções graves. A imunossupressão oncológica é consequência da doença e do tratamento empregado, podendo ocorrer em qualquer fase do câncer.

Doenças imunossupressoras podem causar câncer? Além dos medicamentos imunossupressores, algumas doenças podem enfraquecer o sistema imunológico e aumentar o risco de certos tipos de câncer. Dentre essas doenças, vale destacar a infecção pelo HIV e a consequente síndrome da imunodeficiência adquirida humana (AIDS).

A imunoterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente. A ideia é que, com o uso de medicamentos, o organismo do paciente elimine a doença de forma mais eficiente e com menos toxicidade.

Tipos de imunoterapia
No caso das vacinas, o médico recolhe algumas células tumorais e depois altera-as em laboratório para que sejam menos agressivas. Por fim, essas células são novamente injetadas no corpo do paciente, sob a forma de vacina, para estimular o sistema imune a combater o câncer com maior eficácia.

De acordo com Nina, houve um aumento de 402%, de 2018 a 2022, no custo médio dos procedimentos de tratamento do câncer (quimioterapia, radioterapia e imunoterapia). Um procedimento que em 2018 custava R$ 151,33 subiu passou para R$ 758,93 em 2022.

Os imunossupressores diminuem a atividade do sistema imunológico e, por isso, controlam as doenças inflamatórias crônicas, como a DII.

Porém, os imunossupressores podem causar vários efeitos colaterais, como nefrotoxicidade, hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus, entre outros8.

Para evitar a rejeição é necessário usar a medicação imunossupressora por toda a vida.

A imunossupressão ocorre geralmente em pessoas que fazem tratamento para doenças autoimunes como Lupos, artrite reumatoide, Doença de Crohn, anemia hemolítica, as espondiloartrites, a artrite psoriásica, a esclerose sistêmica (esclerodermia), a síndrome de Sjögren, miopatias inflamatórias e as vasculites(1).

Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; Pessoas com HIV e CD4 <350 células/mm3; Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida; Pessoas com lúpus.

O sistema imunológico é responsável pela proteção do corpo, criando mecanismos de defesa para agentes estranhos, como vírus e bactérias. No caso de indivíduos imunossuprimidos, a proteção fica deficiente. A transmissão do vírus da varíola dos macacos coloca em risco esses grupos considerados mais vulneráveis.

Pacientes com câncer de mama inicial não precisam fazer quimioterapia.

Duração do tratamento
É comum a utilização da imunoterapia por até dois anos. Não existe um período predeterminado.

Geralmente, uma sessão para aplicação do medicamento dura em torno de uma hora, podendo ser repetida entre duas e quatro semanas de intervalo conforme o medicamento escolhido e a indicação. A duração do tratamento depende da eficiência do medicamento no sistema imunológico.

Mais recentemente, houve avanços significativos no desenvolvimento de novos tratamentos para o câncer, e alguns dos mais promissores incluem: imunoterapia, terapia-alvo, terapia gênica, radioterapia de precisão.

No Brasil, o acesso à imunoterapia no tratamento de câncer pode ser limitado no SUS, mas alguns medicamentos podem ser disponibilizados gratuitamente pelo sistema.