O que pode acontecer se não fazer a curetagem?

Perguntado por: uapolinario . Última atualização: 23 de maio de 2023
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Sem a curetagem, os restos placentários apodrecem no útero da mulher, ocasionando infecções gravíssimas, a retirada do útero e até a morte. Embora a curetagem, apesar de a maioria das mulheres desconhecer, não ser um procedimento inofensivo, ela é necessária em casos de abortos provocados.

Geralmente, o aborto espontâneo é detectado com o auxílio de um exame de ultrassom. Em alguns casos, o exame serve apenas para confirmar o diagnóstico sem a necessidade de procedimentos adicionais. No entanto, algumas pacientes ainda precisam fazer um procedimento, a chamada curetagem.

#Ponto importante: A curetagem com esvaziamento cirúrgico é realizada preferencialmente até idade gestacional de 12 semanas, visto que fetos acima disso já possuem espículas ósseas, aumentando o risco de lesão uterina durante o procedimento.

Em casos de aborto retido antes da 12ª semana, e se a mulher não apresentar sintomas de infecção, é possível esperar mais algumas semanas para que o corpo faça a expulsão naturalmente.

Eficaz em quase 100% dos casos, tem risco de permanência de material dentro da cavidade uterina, perfuração e posterior endometrite. Envolve internação hospitalar, anestesia e invasão da cavidade uterina.

O Maleato de Metilergometrina, um derivado semissintético do alcaloide natural Maleato de Metilergometrina, é um potente e específico agente uterotônico. Atua diretamente no músculo liso uterino e aumenta o tônus basal, a frequência e a amplitude das contrações rítmicas.

Os sintomas mais comuns são cólica no abdome, dor e sangramento vaginal, como explica Aline Marques. O sangramento é parecido com a menstruação, mas geralmente é mais volumoso e com coágulos maiores.

Se você tiver um aborto espontâneo incompleto, precisará consultar seu profissional de saúde. Eles irão monitorar sua recuperação com um ultrassom e exames de sangue (2).

O exame de ultrassom poderá confirmar a interrupção da gravidez, ao identificar na imagem a falta de batimentos cardíacos e de movimentação do bebê. Pode ser também que o feto não apareça na ultrassonografia, caso já tenha sido eliminado pelo útero materno.

A curetagem não é feita só em casos de abortos. Há outras situações em que ela é necessária, como a presença de sangramentos excessivos frequentes e dores abdominais fortes. Caso os sangramentos não parem por si só, uma curetagem pode ser indicada em casos extremos.

Ela é necessária quando há complicações que impedem que todo o conteúdo uterino seja expelido — condição que pode trazer riscos e causar infecção uterina. Normalmente, a curetagem é realizada quando o aborto acontece em uma fase um pouco mais avançada da gravidez.

Recomenda-se repouso de aproximadamente sete dias após o procedimento.

Seu pós-operatório imediato é simples, e a mulher ficar internada apenas para recuperar-se da anestesia. O procedimento é realizado com a raspagem do endométrio, que recobre a cavidade uterina e onde o embrião fixa-se, com auxílio de um instrumento semelhante a uma colher, chamado cureta.

Curetagem: quando é necessário fazer? A curetagem é eficaz em quase 100% dos casos de aborto retido. Por esta razão, se o tratamento expectante e farmacológico não derem certo e quatro semanas depois do diagnóstico o feto ainda estiver retido, é necessário internar a paciente para realizar a curetagem.

É realizada com anestesia geral endovenosa, com duração de aproximadamente 20 minutos. Pode haver necessidade de dilatação do colo uterino para a realização do procedimento com mais segurança. Ocasionalmente pode não ser possível o esvaziamento completo do útero, sendo necessário nova curetagem.

Conduta expectante: através de medicamentos, o corpo da mulher é estimulado a expelir o feto e todos os resíduos da gestação. Apesar de ser um método que não exige internação e é menos agressivo, necessita de acompanhamento rigoroso e pode afetar sobremaneira o psicológico da mãe; 2.

Métodos

  1. Evacuação instrumental do útero depois de dilatação do colo do útero.
  2. Indução médica (fármacos para estimular as contrações uterinas)