O que pode causar uma infecção intestinal?

Perguntado por: lresende . Última atualização: 27 de maio de 2023
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O que causa infecção intestinal? As situações mais frequentes que levam alguém a contrair infecção intestinal são: ingesta de água e alimentos contaminados; e contato com pessoas e objetos infectados por algum microrganismo causador do quadro.

Dentre os sintomas da infecção intestinal, a diarreia é o mais comum, geralmente com três ou mais evacuações em 24 horas. A diarreia é considerada aguda se durar menos de sete dias, prolongada, se ficar entre 7 e 13 dias. Casos persistentes são aqueles em que a diarreia dura de 14 a 29 dias.

O sintoma mais frequente na infecção intestinal é a diarreia. Um quadro diarréico agudo caracteriza-se pela presença de 3 ou mais episódios de fezes com consistência diminuída ou aquosa num período de 24h. O início da infecção intestinal geralmente é abrupto e o curso é potencialmente autolimitado.

Segundo a Dra. Zuleica Barrio Bortoli, gastroenterologista do Hospital Brasília, o melhor remédio para infecção intestinal é a hidratação. Para isso, o profissional de saúde pode indicar o consumo de água, água de coco, chás e isotônicos. Caso a hidratação por via oral não seja viável, o indicado é soro intravenoso.

A indicação em casos de gastroenterite é que se evite ingerir alimentos ricos em fibra, gordura e açúcares, ultraprocessados e refinados durante e até 10 a 15 dias após a doença. Isso porque o estômago fica debilitado e a digestão, deficiente.

Os sintomas típicos das DIIs incluem dores no abdome, cólicas intestinais (que variam de intensidade de acordo com o quadro do paciente), sangramento retal e cansaço. Entre 25% e 40% dos casos também apresentam dores nas articulações, inflamação nos olhos, problemas renais, pancreáticos,hepáticos, e fraqueza.

Da seguinte maneira: gastroenterite viral: caracterizada por diarreia aquosa. A causada pelo adenovírus, por exemplo, pode durar entre uma a duas semanas7; gastroenterite bacteriana: apresenta mais chances de causar prostração, febre e diarreia com sangue.

Quais os principais sinais de alerta?

  1. Sangue nas fezes.
  2. Mudança do hábito intestinal.
  3. Dor ou desconforto abdominal.
  4. Alteração na forma das fezes (fezes no formato de fita, achatadas, muito finas e compridas ou em pequenos pedaços)
  5. Fraqueza e anemia.
  6. Perda de peso sem causa aparente.
  7. Massa (tumoração) abdominal.

Uma maneira de analisar se o preparo foi efetivo é observando as fezes. Se estiverem líquidas e quase incolores, a limpeza do intestino está correta.

A cólica intestinal é uma dor entre leve e moderada e pode ter inúmeras causas: alimentação incorreta, baixa ingestão de fibras, infecções, doença ou problema no intestino³. De modo geral, tudo o que provoca gases, prisão de ventre ou diarreia pode causar esse tipo de incômodo³.

Diarreia comum: Caracteriza-se normalmente por provocar apenas fezes soltas e aguadas e durar no máximo 2 semanas.

No Brasil, ainda, é preconizada a associação sulfametoxazol-trimetoprim como opção terapêutica para a diarreia causada por Shigella4. A Organização Mundial da Saúde (OMS)2 recomenda a ciprofloxacina em qualquer faixa etária. Como opções, sugere outras fluoroquinolonas, e nos casos de multirresistência, a ceftriaxona.

Pessoas em tratamento da inflamação no intestino precisam beber bastante água para repor os líquidos em decorrência dos vômitos e diarreias, e consumir alimentos leves e de fácil digestão. Prefira os alimentos pastosos, como legumes cozidos, frutas e carnes magras.

Mas, em geral, especialistas não recomendam alguns tipos de comidas que costumam agravar quadros de diarreia na população em geral. A exemplo de alimentos gordurosos, apimentados, fritos e doces, além de sucos, bebidas alcóolicas e alimentos integrais ou com fibras dietéticas insolúveis (como feijão e trigo integral).

As fibras alimentares podem ser encontradas em alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras e legumes, além de leguminosas, como feijões, lentilha e grão de bico, por exemplo. Cereais integrais, como arroz, trigo, centeio e a aveia também são excelentes fontes de fibras.

Leguminosas: feijão, lentilha, grão de bico, soja. Hortaliças: berinjela, brócolis, vagem, aspargo, alcachofra e verduras, preferencialmente cruas como chicória (escarola), alface, rúcula.