Porque a ureia e tóxica?

Perguntado por: aaraujo . Última atualização: 30 de maio de 2023
4.8 / 5 4 votos

O fornecimento excessivo de ureia acelera a produção e a absorção de amônia para a corrente sanguínea, ocasionando quadro de intoxicação.

Os sintomas nervosos vão ser os mais notórios entre os quais os mais comuns são os tremores musculares e da pele, contração das orelhas, tetania, enrijecimento dos membros anteriores, ataxia, sudoração excessiva, prostração, espasmos violentos e convulsões.

A infecção por ureia se caracteriza por deficiências motoras, tremores musculares e colapsos, sendo um problema grave que pode levar à morte do animal.

Porém, se a dosagem for inadequada, pode trazer danos à saúde dos animais, devido a sua potencial toxicidade. Segundo publicação de cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a intoxicação acontece não pela ureia, mas pela amônia gerada do primeiro composto por conta da fermentação ruminal.

A principal função do ciclo da ureia é eliminar a amônia tóxica do corpo. Ou seja, tem a função de eliminar o nitrogênio indesejado do organismo. A ureia é eliminada do organismo de animais superiores, através da urina. Aproximadamente 10 a 20 g da amônia são removidos do corpo de um adulto saudável cada dia.

IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS
Essa substância não é classificada como perigosa pela ONU. Quando em pó, em caso de vazamento pode causar irritação nas mucosas nasais. Outros perigos: O produto não é inflamável, combustível, ou explosivo e tem baixa toxicidade oral e dérmica.

A ureia viaja do fígado para os rins através da corrente sanguínea. Os rins filtram a ureia e removem outros resíduos do sangue através da urina. As análises da ureia permitem avaliar o funcionamento dos rins e se a ingestão de proteínas é muito alta ou baixa.

Uma das principais funções da ureia quando aplicada nas plantas é promover a sua revitalização. Quando o nitrogênio não é o suficiente, ele causa o amarelamento de folhas, diminui seu crescimento e afeta a sua produção.

O total de uréia não deve exceder a 3% do concentrado ou 1% da matéria seca da ração. Animais que ficam mais de três dias sem receber uréia, devem passar por um novo período de adaptação, visto que a tolerância é perdida rapidamente pelo fígado (biossíntese de uréia a níveis desejados).

O tratamento deve ser realizado logo que sejam notados os primeiros sintomas. Seu objetivo é reduzir o pH no ambiente ruminal e impedir a absorção excessiva da amônia. Deve-se administrar vinagre ou ácido acético a 5%, por via oral, 4 a 6 litros/animal adulto, a cada 6 ou 8 horas.

ruminantes

Portanto, a uréia pode ser incluída na dieta dos ruminantes, com as finalidades principais de substituir o nitrogênio da proteína verdadeira, visando a redução no custo da ração, ou com o objetivo de elevar o teor de nitrogênio dos volumosos de baixa qualidade, aumentando o seu consumo e aproveitamento.

Na nutrição de ruminantes, o papel da ureia é fornecer nitrogênio não proteico na dieta, que, após ser ingerida pelo bovino, sofre a ação de microrganismos no rúmen e é transformada em proteína microbiana, considerada uma proteína de alta qualidade.

A ureia é um composto sólido, nitrogenado não proteico derivado do petróleo. Ao alcançar o rúmen do animal, através da enzima uréase é desdobrada em amônia e CO2, daí os micro-organismos passam a usar essa fonte de nitrogênio para síntese de nova proteína.

Em fatalidades como essas, muita gente se pergunta se seria possível reduzir prejuízos ou fazer uma boa ação destinando a carne dos animais mortos para consumo. Esses produtos, no entanto, não podem ser ingeridos, sob risco de provocarem sérios problemas de saúde.

A ureia é utilizada como alternativa na suplementação da alimentação bovina. É uma opção viável principalmente na época da seca, quando as forragens apresentam baixas taxas de crescimento e níveis de proteínas.

Muitas pessoas se perguntam se comer carne de cavalo faz mal à saúde. Os malefícios que a carne de cavalo traz à saúde humana são bem semelhantes aos malefícios dos outros tipos de carne, como alta ingestão de colesterol, maior probabilidade de desenvolvimento de doenças cardíacas, diabetes, entre outros.

fígado

Nos seres humanos e também nos mamíferos, aproximadamente 80% do nitrogênio é eliminado do corpo sob a forma de ureia. A substância é produzida por meio de várias reações que ocorrem no citosol e na matriz das mitocôndrias de pilhas do fígado.

O excesso de azoto é secretado diretamente na urina dos rins ou desviado para o ciclo da ureia no fígado. A ureia resultante é então transportada para os rins para ser excretada na urina.

É um produto sintético derivado da cadeia produtiva do petróleo, a partir do gás natural, e produzido nos diverso polos petroquímicos ao redor do mundo.