Porque dar oferenda para Exú?

Perguntado por: ocarvalho9 . Última atualização: 23 de maio de 2023
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É uma forma de fazer um pedido ou agradecer, além de manter uma relação saudável entre os devotos e os orixás. Todo ritual no candomblé tem uma relação com o alimento, diz Janaina Couvo Teixeira Maia de Aguiar, da Universidade Federal da Bahia, no artigo "Os orixás, o imaginário e a comida no Candomblé".

E a Umbanda pede que a gente faça oferendas através do nosso sacrifício pessoal. Então, quando você chegar na encruzilhada da sua vida e você não souber que caminho seguir, faça um sacrifício pessoal em favor de alguém necessitado. Porque esse é o melhor agrado que você vai dar para Exú.

Exu é um orixá que tem prioridade nos rituais do candomblé. É a divindade que primeiro deve receber as oferendas. Suas comidas, à base de farinha de mandioca, dendê, cachaça e pimenta, são preparadas com todo o cuidado, para que esta divindade possa receber tudo corretamente.

O Exu é um Orixá trabalhor, defensor e conhecido como o mensageiro e o Guardião dos terreiros, das aldeias, das cidades, das casas, do axé e do comportamento humano. Além disso, ele representa a comunicação, a paciência, a ordem e a disciplina.

Por ser o Orixá mais próximo aos nossos sentimentos, Exu está associado ao impulso e a sexualidade. Por ser o mensageiro, ele pode interceder por nós perante aos Orixás, e pode nos ajudar nos problemas diários como, o diálogo, a negociação, a travessia de limites e fronteiras e as desavenças.

Conta-se que Iemanjá aceita os presentes quando as pequenas embarcações navegam um pouco e depois de um tempo afundam. Caso as oferendas entregues voltem para a pessoa, quase intactas ou totalmente completas, é porque o orixá não aceitou o que recebeu.

Depois que a comunidade entrega ao sacerdote as oferendas da missa (pão, vinho e água) o sacerdote apresenta as oferendas a Deus Pai através da oração da apresentação das oferendas.

Exu não aceita pedidos de ajuda gratuitos, ou seja, exige uma oferenda - em sua maioria, alimentos como farinha de mandioca, azeite de dendê, galo, mel e cachaça. Ele é conhecido por comer de tudo e é o primeiro a ser servido nos rituais do candomblé.

encruzilhadas

Oferendas: as oferendas a Exú devem ser realizadas em encruzilhadas, ou seja, em cruzamentos de ruas ou lugares semelhantes. Isso porque estes lugares representam a conexão entre dois pontos diferentes.

é que não é recomendado que você acenda pra vela, pra Exu e pomba gira dentro de casa, você vai na encruzilhada. Se você não puder acender.

Atua no caos para que a ordem prevaleça. Não gosta de displicência e de injustiça. Exu é o orixá que entende como ninguém o princípio da reciprocidade. Exu é também o guardião do mercado, do comércio.

Axés & Magias: Exu Olónan deve ser invocado nas situações de: abertura de caminho, emprego, causas de justiça e para ajudar no desejo sexual.

Escreva o nome da pessoa 7 vezes a lápis, coloque dentro da garrafa com uma colher de açúcar mascavo, misturado com erva-doce e gengibre ralado. Sacuda bem esta garrafa e enterre-a aos pés de uma bananeira, fazendo seus pedidos com muita fé a Exu.

Mas o que é 'Laroyê, Exu'?
"Laroyê, Exu", que também pode ser escrito como "Laroiê, Exu", é uma expressão usada como saudação à entidade Exu. Ela pode ser traduzida como "Salve, mensageiro", com uso sendo comum em rituais do Candomblé e da Umbanda.

Para a cultura Yorùbá cada Òrìsà (Orixá) está ligado a um ou mais animais. Estes animais identificam cada Orixá em diversos ìtàn's, àjoyò's (mitos e rituais). Gato - com seu jeito cativo e astuto é protegido pelo imprevisível Exu. Cachorro - o guardião, companheiro e amigo tem a proteção do Orixá Guerreiro Ogum.

Exu é representado por um monte de terra que possui a forma de um homem agachado, apresentando um falo de tamanho respeitável, tornando-o deus da fecundidade e da copulação, o pênis ereto é símbolo de seu caráter truculento, violento e desavergonhado, é o desejo de chocar os bons costumes.

Exu na Umbanda
Trabalha conduzindo energias pesadas, desfazendo demandas e é responsável pela abertura de caminhos, como preconiza a tradição Iorubá. Costuma ser cultuados geralmente no primeiro dia do mês, ou no primeiro dia de abertura dos trabalhos, para proteger os templos de energias perversas e malignas.