Porque o homem é mau por natureza?

Perguntado por: nconceicao . Última atualização: 19 de maio de 2023
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No estado de natureza, segundo Hobbes, os homens podem todas as coisas e, para tanto, utilizam-se de todos os meios para atingi-las. Conforme esse autor, os homens são maus por natureza (o homem é o lobo do próprio homem), pois possuem um poder de violência ilimitado.

Segundo Hobbes, essencialmente o "homem é o lobo do próprio homem", ou seja, ele é capaz de colocar em risco a sua própria espécie. Por instintos de autopreservação e egoísmo, o ser humano tenderia a entrar em conflitos e guerras que ameaçariam os seus próprios irmãos.

Os filósofos da corrente empirista: Thomas Hobbes, John Locke e David Hume. O empirismo afirma o homem como uma tábula rasa. Nascemos tal como uma folha em branco onde a experiência irá escrever suas instruções. A razão não pode elevar-se para além deste mundo, como queriam Platão, Agostinho e Descartes.

O mal é o nosso distanciamento de Deus. Santo Agostinho categoriza o mal em três formas: ontológico, físico e moral, onde respectivamente representam o ser enquanto ser, a moralidade e o sofrimento no mundo.

Segundo o Estagirita, o homem bom e virtuoso é aquele que alia inteligência e força, que utiliza adequadamente sua riqueza para aperfeiçoar seu intelecto. A virtude, ou a excelência moral, resulta do hábito, de sua prática. Quanto mais o ser humano exercitar a virtude, mais virtuoso será.

Segundo John Locke, ''onde não há lei, não há liberdade''. Nessa conjectura, o autor exprime a relevância de um contrato social para garantia de direitos naturais na transição entre o estado de natureza e a sociedade cívica,na qual o Estado é o mediador político.

Segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, “o ser humano nasce bom, a sociedade o corrompe” a corrompe”. A frase nos leva a perceber que as ações do ser humano não passam de um reflexo do meio em que o sujeito indivíduo vive e se constrói.

A paixão política do medo é o componente passional que pode compatibilizar as razões da paz com a paixão pela paz. Ao fazer parte de um cálculo pró-paz, a paixão- medo marca presença na origem das obrigações contratuais e da obediência civil.

Grande defensor do absolutismo, Hobbes defende essa forma de governo utilizando argumentos lógicos e estritamente racionais (excluindo quaisquer preceitos ou argumentos religiosos). Sua teoria baseia-se na ideia de que é necessário um Estado Soberano para controlar a todos e manter a paz civil.

Hobbes afirma que, em seu estado de natureza, “o homem é o lobo do homem”. O estado civil seria a solução para uma convivência pacífica, em que o ser humano abriria mão de sua liberdade para obter a paz no convívio social. O monarca, argumenta o filósofo, pode fazer o que for preciso para manter a ordem social.

Entenda a famosa frase: “O Homem é o Lobo do Homem” Thomas Hobbes foi quem disse que “o Homem é o Lobo do Homem”. Mas a frase original não é de sua autoria, ele apenas popularizou uma ideia de um dramaturgo romano. Este texto está em seu livro mais famoso, Leviatã.

Hobbes ainda afirma: Desta guerra de todos os homens contra todos os homens, nada pode ser injusto. As noções de bem e de mal, de justiça e de injustiça, não pode ter aí lugar. Onde não há poder comum não há lei, e onde não há lei não há injustiça.

Encontrar o sentido da existência em uma pessoa, em linha gerais significa: Um indivíduo reconhece o outro como um indivíduo livre e responsável e ambas capacitam-se mutualmente na realização de suas potencialidades.

Do ponto de vista filosófico, o ser humano é caracterizado como um ser vivo racional, capaz de ser uma unidade e uma totalidade ao mesmo tempo, enquanto matéria. Ele também consegue, através da racionalidade, distinguir coisas e elaborar conceitos.

Sendo assim, o mal é uma privação, uma falta, uma ausência. Ele não existe para as criaturas de Deus; o mal existe na medida em que “certos elementos não se harmonizam com outros” (Agostinho, 1987, p. 156).

Seu propósito é fazer com que o outro (ou um grupo de pessoas) sinta a dor física, além de mental e espiritual. Falamos do mal como algo que nos é feito; mas deve ser visto como algo que também o fazemos; nenhum de nós tem uma vida isenta de mal e não vivemos sem praticá-lo.

Como o mal, por definição, é a não existência do bem, trata-se de algo ontologicamente inexistente, pois não se pode admitir a negação de alguma coisa como se ela existisse de fato.

Será que o homem é corrompido pela sociedade, por exemplo: se eu nasci no meio de pessoas corruptas, invejosas, rancorosas, amargas, fingidas, ladras, vou aprender a ser como elas ou não?