Quais os riscos de uma cranioplastia?

Perguntado por: bgarcia . Última atualização: 19 de maio de 2023
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Os maiores riscos desta cirurgia estão relacionados a sangramentos e infeccção. A infecção é especialmente perigosa pois pode fazer com que o paciente perca o osso recolocado ou a prótese sintética.

Como é feita a reconstrução do crânio? Existem os métodos autólogos, em que são utilizados enxertos do próprio crânio, das costelas ou do osso da bacia. E os métodos heterólogos, nos quais são utilizados materiais como titânio, hidroxiapatita, biocerâmica, metilmetacrilato, etc.

O procedimento completo dura de 4 a 6 horas e a recuperação costuma ser rápida. “Com os testes feitos durante a cirurgia, o paciente pode ter alta em poucos dias”, afirma Dr. Mattozo. A Craniotomia com o paciente acordado é realizada no Hospital Marcelino Champagnat desde julho de 2019.

A recuperação pode levar de seis meses a vários anos, mas a reabilitação. leia mais pode acelerar a recuperação e torná-la mais completa. O tecido cerebral, que é destruído, não pode recuperar sua função, mas outras partes do cérebro podem aprender a assumir algumas tarefas da área destruída.

Pode levar algumas semanas para que se recupere completamente de cirurgias menos invasivas e meses para recuperar-se de procedimentos maiores.

Como em todos os procedimentos cirúrgicos a cirurgia do cérebro pode apresentar riscos e complicações potenciais, como sangramento, infecção ou reações à anestesia. Uma das principais preocupações após a cirurgia é o inchaço no cérebro.

Alguns Cuidados
Depois da realização da craniotomia é necessário a pessoa ficar em observação na UTI, e depois é encaminhada para o quarto do hospital, em que poderá ficar internada em média 7 dias para receber antibióticos na veia, para evitar infecções, e remédios para aliviar a dor, como o paracetamol, por exemplo.

Convulsões pós-operatórias são eventos raros e, portanto, são uma causa infrequente de agitação generalizada no pós-operatório. Quando ocorrem, geralmente são atribuíveis a uma reação identificável do medicamento, um distúrbio metabólico ou um evento neurológico, com maior incidência na população neurocirúrgica.

A disfunção cognitiva pós-operatória (DCPO) é uma condição que costuma afetar pacientes idosos submetidos a cirurgias sob anestesia geral. Caracteriza-se usualmente por prejuízos à memória e à concentração que podem ser temporários ou tornarem-se permanentes e incapacitantes.

As cranioplastias podem ser realizadas com osso autólogo, osso alogênico (banco de osso) ou material aloplástico (hidroxiapatita, titânio e polimetil metacrilato). O enxerto autólogo de tábua externa de parietal é a primeira escolha sempre que possível.

A técnica tradicional custa aproximadamente R$ 200 mil por paciente. O novo procedimento tem um custo oportunidade de 10 mil reais, o que torna possível expandir a metodologia para atender a demanda da população no Sistema Único de Saúde (SUS).

Necessidade de Raspar o Cabelo Antes da Cirurgia. Nem todo mundo precisa ter o cabelo raspado antes da cirurgia. Depende de onde está o tumor e do tipo de cirurgia que será realizada. Pergunte ao seu cirurgião o que vai acontecer na sua situação.

Se parte do osso do crânio é removida e não substituída imediatamente, é chamada craniectomia. Isso é feito se o inchaço for provável após uma cirurgia no cérebro ou se o retalho ósseo do crânio não puder ser substituído por outros motivos.

Ainda no hospital, o paciente aprenderá como limpar e trocar os curativos. Em linhas gerais, a recomendação é manter as áreas limpas e secas, não usar produtos de beleza no local das incisões, não puxar peles que podem soltar ao redor e manter as mãos limpas quando fizer esta higiene.

Uma cirurgia que foi considerada por muitos anos como a mais arriscada é a lipoaspiração. Isso porque, devido aos movimentos de vai e vem que são feitos nesse procedimento, por muito tempo ocorriam muitas vítimas fatais. O que muita gente não sabe é que isso acontecia pela falta de perícia do médico.

As complicações sistêmicas no pós-operatório de neurocirurgias eletivas incluem náuseas e vômitos, hipotensão, desconforto respiratório e infecção do sítio cirúrgico. Em cirurgias não eletivas, também estão presentes dor e infecções nosocomiais.