Qual a diferença de gastrostomia e jejunostomia?

Perguntado por: aflores . Última atualização: 21 de maio de 2023
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A gastrostomia é indicada, assim as sondas nasoenterais, quando o paciente apresenta riscos de aspiração durante a deglutição. Já a jejunostomia é indicada, assim como as sondasnasoenterais pós-pilóricas, quando o paciente está impossibilitado de utilizar o estômago para receber a nutrição.

A jejunostomia é realizada em pacientes que perderam, temporária ou definitivamente, a capacidade de deglutir os alimentos e que não podem ou não conseguem se alimentar pela boca, ou pacientes que padeceram lesões cerebrais graves ou transtornos do trato gastrointestinal superior.

A gastrostomia é uma cirurgia realizada para a colocação de um pequeno tubo flexível, conhecido como sonda, através da pele da barriga diretamente até ao estômago, para permitir a alimentação e fornecimento de nutrientes nos casos em que a pessoa não consegue se alimentar pela boca.

É a mesma coisa.

Na literatura são descritas, atualmente, três técnicas de gastrostomia: gastrostomia percutânea por fluoroscopia, gastrostomia endoscópica percutânea (PEG) e gastrostomia cirúrgica7.

Cuidados Gerais com a Gastrostomia e Jejunostomia
Higienizar de 02 a 03 vezes ao dia ou quando houver necessidade, sempre ao redor do orifício com água e sabão, secando posteriormente cuidadosamente; Trocar a gaze que protege a pele ao redor orifício (orifício é onde o dispositivo entra na pele);

A sonda GTT, também conhecida como PEG ou sonda de gastrostomia endoscópica percutânea, é um dispositivo que insere um pequeno tubo flexível na região abdominal na altura do estômago.

É indicada quando o paciente necessita de dieta enteral por período superior a um mês. A freqüência de complicações varia de 1,0% a 10,0% e a mortalidade de 0,3% a 1,0%.

Uma sonda colocada diretamente no intestino, que atravessa a barriga, fixada com um ponto na pele. Indicada quando o estômago não pode ser utilizado.

2) Complicações e Riscos: reações adversas à sedação, reações alérgicas, infeção do estoma, dor abdominal peri- estoma, pneumoperitoneo, hemorragia, herniação gástrica através do estoma, fasceíte necrotizante, perfuração de alça intestinal, saída de conteúdo gástrico peri-estoma, obstrução, ulceração gástrica, refluxo ...

Resultados: As complicações mais relatadas foram saída acidental do tubo, hiperemia, granuloma, vazamento de resíduo gástrico, rompimento do balão e alargamento e fechamento do óstio.

A Gastrostomia, além de auxiliar o manejo clínico-nutricional, agrega qualidade de vida ao paciente. A gastrostomia (GTT) cirúrgica foi incorporada às rotinas pediátricas como método alternativo e seguro, para a nutrição enteral prolongada, em pacientes com dificuldade ou impossibilidade de nutrição por via oral.

A sonda nasogástrica define-se como um tubo inserido desde o nariz até ao estômago. Utiliza-se para administrar alimentos, líquidos e medicamentos a pessoas sem capacidade de deglutição ou quando a quantidade fornecida não é suficiente.

Nasoentérica: introduzida pelo nariz e que fica localizada no intestino. Nasogástrica: introduzida pelo nariz e que fica localizada no estômago do paciente. Orogástrica: introduzida através da cavidade oral e que fica localizada no estômago (1). Sonda localizada na porção duodenal ou jejunal do intestino.

A principal indicação para a realização de gastrostomia é o uso de tubo nasoenteral por mais de 30 dias, associado à incapacidade do paciente em manter ingestão oral suficiente (3).

A substituição da gastrostomia se dá em casos de rompimento balão, alterações estoma bem como processos infecciosos, obstrução, perda, tempo prolongado e desgaste natural. Em média essa troca acontece a cada 3 meses podendo prorrogar até 1 ano de acordo qualidade e tipo do material adquirido.