Qual é a teoria de Anaxímenes?

Perguntado por: dmonteiro2 . Última atualização: 17 de maio de 2023
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Refutando a teoria da água de Tales, e do ápeiron de Anaximandro, Anaxímenes ensinava que essa substância era o ar infinito, pneuma ápeiron. O universo resultaria das transformações do ar, da sua rarefação, o fogo, ou condensação, o vento, a nuvem, a água e a terra e por último pedra.

Anaxágoras afirmou que o Universo é composto por sementes que se agregam ou se desagregam por meio de uma inteligência que governa tudo. Anaxágoras acreditava que a origem do Universo estava no que ele chamou de sementes, partículas infinitas que supostamente compõem tudo o que existe.

Anaxímenes pensava que a água é ar condensado e que o fogo é ar rarefeito e que o principal elemento que constitui as coisas é o ar ou o vapor e a eles as coisas voltam através de um movimento duplo onde o ar se condensa e depois se rarefaz. O ar é infinito e se identifica também com a alma.

Anaxímenes sintetizou sua filosofia em diversas frases, entre elas:

  • “A variação quantitativa de tensão da realidade originária dá origem a todas as coisas.”
  • “Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustém, assim também o sopro e o ar abraçam todo o corpo.”
  • “A verdade é de quem fala a verdade.”

Anaxímenes escreveu a obra de nome Peri Physeos ("Sobre a Natureza"), obra que hoje em dia se encontra perdida. Mas temos referência a ela a partir de Diógenes, que disse dele que escrevia em dialecto jónico e num estilo conciso.

O princípio de tudo seria, então, um elemento infinito, porém definido: o ar. O filósofo compreendeu o ar como uma substância que permeia todos os corpos e objetos da natureza. As características de cada ser variariam, então, de acordo com a quantidade (maior ou menor) de ar que eles contivessem.

Anaxímenes escolheu o ar provavelmente por dois motivos: em função da sua importância para a vida e pela maior facilidade em explicar a passagem do uno para o múltiplo ou o surgimento dos outros elementos a partir de uma transformação do ar.

Anaximandro explica a ordem do mundo através da separação dos opostos, resultantes de um movimento eterno no ápeiron. Conforme relatado por Hipólito, Anaximandro teria afirmado que “o movimento é eterno e é dele que surgem os céus“. Além disso, ele acreditava em infinitos mundos, distantes uns dos outros.

Os princípios, para Anaxágoras, são: o Nous (Espírito, Inteligência ou Mente) e as homeomerias (partes iguais). Essas últimas são as sementes originárias infinitesimais, infinitas em quantidade e qualidade.

Anaxágoras concordava com a ideia de que o não ser não pode existir e que a substância do ser é imutável. Para ele o nascer e o morrer não são acontecimentos reais. Nada nasce ou morre, o que acontece é que as coisas que existem se decompõem e se compõem novamente.

Anaxágoras era um pluralista, ou seja, acreditava que as coisas eram formadas por diversos elementos diferentes, e não de apenas um. Este fato é importante, porque contradiz teorias de outras figuras relevantes, como Tales de Mileto, que acreditava que tudo era, de certa forma, formado por água.

A água é o elemento a que Tales de Mileto atribuiu a geração de tudo o que existe, o arché. Com base em suas observações empíricas, o filósofo constatou que todos os elementos que constituíam a natureza (ao menos aqueles a que ele tinha alcance) eram compostos, em maior ou menor proporção, de água.

Tinha uma visão extremamente materialista e, juntamente com Leucipo e Epicuro (criador do epicurismo), defendia o atomismo geométrico, doutrina que sustentava ser a matéria formada de átomos rígidos infinitamente pequenos e variados de tamanho e forma, que se agrupam em combinações casuais e por processos mecânicos.

Segundo ele, o átomo, parte indivisível e eterna, que permanece em constante movimento, é o elemento primordial, o princípio de todas as coisas. Nesse ínterim, todo o universo está composto de dois elementos básicos: o vácuo (o vazio ou o não-ser) e os átomos.

Pitágoras

O pensamento filosófico na matemática é uma ferramenta importante na construção do conhecimento. Um exemplo dessa teoria é a de Pitágoras, considerado o grande iniciador da teoria dos números, foi ainda o fundador da seita dos “pitagóricos” e esta escola afirmava haver uma relação numérica entre as coisas.

De acordo com o que se diz sobre ele, Anaximandro ensinava que o princípio e elemento de tudo era o “indefinido” (“ápeiron”, em grego), que não era a água, nem o ar, ou qualquer coisa de conhecido e palpável. Todas as coisas viriam do ápeiron e retornariam a ele, ao serem destruídas.

Anaximandro de Mileto (cerca de 610-546 a.C.)
Para Anaximandro, o universo teria resultado de modificações ocorridas num princípio originário (arché). Esse princípio seria o ápeiron, que se pode traduzir por infinito e/ou ilimitado.

Tales, Anaximandro e Anaxímenes formaram o trio da chamada Escola de Mileto e ficaram conhecidos como os physiologoi (estudiosos da physis). Era o início da filosofia e do esforço humano em compreender o espetáculo da existência a partir da racionalidade.

Resposta. O princípio gerador de todas as coisas não seria um único elemento, mas quatro elementos: terra, ar, água e fogo, que se misturam em diferentes proporções e formam as várias substâncias que encontramos no mundo.

Anaxágoras descreveu nous como a divina razão universal que ordenou o mundo a partir do caos original, iniciando o desenvolvimento do cosmo. Anterior a ele, Hermótimo de Clazômenas foi atribuído por Aristóteles como proponente dessa noção.