Qual era a ideia de Anaxímenes e Anaximandro?

Perguntado por: laparicio . Última atualização: 20 de maio de 2023
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Refutando a teoria da água de Tales, e do ápeiron de Anaximandro, Anaxímenes ensinava que essa substância era o ar infinito, pneuma ápeiron. O universo resultaria das transformações do ar, da sua rarefação, o fogo, ou condensação, o vento, a nuvem, a água e a terra e por último pedra.

De acordo com o que se diz sobre ele, Anaximandro ensinava que o princípio e elemento de tudo era o “indefinido” (“ápeiron”, em grego), que não era a água, nem o ar, ou qualquer coisa de conhecido e palpável. Todas as coisas viriam do ápeiron e retornariam a ele, ao serem destruídas.

Anaxímenes pensava que a água é ar condensado e que o fogo é ar rarefeito e que o principal elemento que constitui as coisas é o ar ou o vapor e a eles as coisas voltam através de um movimento duplo onde o ar se condensa e depois se rarefaz. O ar é infinito e se identifica também com a alma.

Anaxímenes sintetizou sua filosofia em diversas frases, entre elas:

  • “A variação quantitativa de tensão da realidade originária dá origem a todas as coisas.”
  • “Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustém, assim também o sopro e o ar abraçam todo o corpo.”
  • “A verdade é de quem fala a verdade.”

São-lhe atribuídas a descoberta da obliquidade da eclíptica, a introdução do quadrante solar e a invenção de mapas geográficos.

Em sua teoria cosmológica, defendeu que a Terra é plana e estaria flutuando no ar. Já a lua, para ele, refletia a luz do sol e os eclipses representavam uma obstrução planetária por outro corpo celeste.

Anaxímenes escolheu o ar provavelmente por dois motivos: em função da sua importância para a vida e pela maior facilidade em explicar a passagem do uno para o múltiplo ou o surgimento dos outros elementos a partir de uma transformação do ar.

Mileto, Turquia

Anaximandro explica a ordem do mundo através da separação dos opostos, resultantes de um movimento eterno no ápeiron. Conforme relatado por Hipólito, Anaximandro teria afirmado que “o movimento é eterno e é dele que surgem os céus“. Além disso, ele acreditava em infinitos mundos, distantes uns dos outros.

On Nature

Anaximandro (610-547 a.C.), como bom aluno filósofo, discordou de seu professor, dizendo não ser possível explicar tudo a partir da água.

Tinha uma visão extremamente materialista e, juntamente com Leucipo e Epicuro (criador do epicurismo), defendia o atomismo geométrico, doutrina que sustentava ser a matéria formada de átomos rígidos infinitamente pequenos e variados de tamanho e forma, que se agrupam em combinações casuais e por processos mecânicos.

O princípio de tudo seria, então, um elemento infinito, porém definido: o ar. O filósofo compreendeu o ar como uma substância que permeia todos os corpos e objetos da natureza. As características de cada ser variariam, então, de acordo com a quantidade (maior ou menor) de ar que eles contivessem.

Teoria de Demócrito
Segundo Demócrito, existem dois elementos principais para a formação de todas as coisas: o átomo e o vazio. Afirmava que os átomos são partículas indivisíveis, individuais, invariáveis, eternas e em perpetuo movimento, que diferem apenas pela forma, tamanho, posição e ordem.

Pitágoras Pitágoras de Samos

Pitágoras de Samos propôs que os números e a Matemática seriam a origem de todo o Universo. O teórico da relação entre hipotenusa e catetos, exposta no Teorema de Pitágoras, deixou grande aporte para o pensamento filosófico pré-socrático.

Seu discípulo, Anaxímenes, concordou que o elemento era infinito, mas afirmou ser possível determiná-lo, pois era o ar. O ar estaria presente em tudo, sendo, portanto, a causa material primeira.

Só sei que nada sei

"Só sei que nada sei."
A frase dita por Sócrates (469 a.C.-399 a.C.) é, provavelmente, a frase mais famosa da história da filosofia.

Tales de Mileto

O primeiro filósofo foi Tales de Mileto. Tales acreditava que a primeira substância era a água, a água era a origem única de todas as coisas.

“Os filósofos gregos utilizavam o pensamento racional para explicar os fenômenos naturais, e por utilizarem o mesmo procedimento, eles chegavam às mesmas conclusões.”