Quando a pessoa morre de meningite o caixão tem que ser lacrado?

Perguntado por: imartins . Última atualização: 19 de maio de 2023
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Esclarecemos que não há transmissão de meningite pós-morte e não existem recomendações para embalsamar e/ou lacrar o caixão e nem a realização da tanatologia.

A meningite meningocócica, também chamada de doença meningocócica, é uma das formas mais graves da meningite bacteriana e pode levar à morte em menos de 24 horas. Em 2018, o Brasil registrou 1.072 casos da doença e 218 mortes.

Isolamento respiratório para gotículas* • Meningite bacteriana indeterminada ou meningocócica, até 24 horas de antibioticoterapia.

A doação de alguns órgãos ou tecidos pode ocorrer em vida (doador vivo) sem que isso afete a saúde do doador. Outros órgãos ou tecidos somente podem ser doados após a morte (doador falecido). Pela lei brasileira a doação de órgãos de doador falecido só é permitida em uma situação chamada Morte Encefálica.

Onde dói a cabeça na meningite? A dor de cabeça na meningite é caracterizada por uma dor intensa por todo o crânio. O que difere de uma dor comum é que na meningite a dor passa a ser mais forte e pode vir acompanhada de rigidez na nuca e dificuldade de abaixar a cabeça.

É uma doença atinge o sistema nervoso, caracterizada por um processo inflamatório que atinge a membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal das pessoas. Mais frequentemente é ocasionada por vírus ou bactéria.

A meningite bacteriana é a mais grave, geralmente, é passado de pessoa para pessoa pelo contato com a saliva do portador da bactéria. Tosse, espirro, fala e beijo são exemplos de meios de transmissão. Nesse caso de meningite, a doença se instala quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro.

Meningites bacterianas são mais graves e em pouco tempo os sintomas aparecem: febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo.

"Normalmente, eles têm sequelas neurológicas, cegueira, surdez e perda de membros por necrose. As complicações atingem de 10% a 20% dos pacientes que sobrevivem." Os pacientes também podem ter um quadro de meningococemia, quando há uma infecção na corrente sanguínea, como aconteceu com o neto do ex-presidente.

Nos pacientes que apresentam meningite meningocócica, que é aquela provocada pela bactéria Neisseria meningitidis, também conhecida como meningococo, podem surgir pequenas manchas puntiformes, vermelhas ou violáceas, pelo corpo, chamadas de petéquias.

Para meningite, você deverá usar precauções para gotículas, isto é, máscara cirúrgica até 24 horas de uso efetivo de antibioticoterapia, após o uso de 24 horas de antibiótico a máscara não será mais necessária, se o paciente tiver mais diagnóstico, você deve acrescentar os outros tipos de precauções de isolamento.

A transmissão, em geral, ocorre de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções da nasofaringe. O período de incubação é de 2 a 10 dias, em média de 3 a 4 dias. Podendo variar em função do agente etiológico.

Já a meningite fúngica, apesar de ser a menos comum, pode levar ao quadro crônico da doença. Às vezes, seus efeitos podem ser similares ou até idênticos aos da meningite bacteriana. Por isso, ela inspira cuidados, mas não é contagiosa de pessoa para pessoa.

A doação de órgãos só ocorrerá após a constatação da morte do indivíduo. É importante ressaltar ainda que a doação de órgãos só ocorre após a constatação da morte encefálica, adicionada à autorização familiar em documentação formal.

Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais que algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. Todo o processo pode ser acompanhado por um médico de confiança da família do doador.

Veja também: Entrevista com especialista sobre meningite
O risco de morte é de 10% a 20%, e em caso de sobrevivência, a doença pode deixar sequelas graves, como surdez e debilidade motora. “Algumas crianças apresentam quadros fulminantes, outras têm sequelas e há aquelas que se curam sem ficar com nenhuma sequela.

Os sintomas iniciais da meningite viral são semelhantes aos da meningite bacteriana: febre, dor de cabeça, rigidez de nuca, náusea, vomito, falta de apetite, irritabilidade, sonolência ou dificuldade para acordar do sono, letargia, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz).

Se o médico suspeita de meningite, solicita a coleta de amostras de sangue (Hemocultura e soro) e líquido cerebroespinhal (líquor). O laboratório, então, analisa as amostras para detectar o agente que está causando a infecção.

No caso de pessoas que tiveram contato com pacientes com meningite por Haemophilus influenzae, a indicação é a quimioprofilaxia, tratamento que consiste na ingestão preventiva de medicamentos prescritos por médico.

MENINGITE BACTERIANA: é muito grave e deve ser tratada como uma emergência médica. Se não tratada, pode danificar seriamente o cérebro e causar infecção generalizada, levando à morte. O tratamento é realizado com antibióticos por via venosa e monitoramento hospitalar.

A tosse e o espirro também são formas de contágio. Por isso, evitar o contato é a melhor forma de evitar contrair a doença. Existem também alguns cuidados gerais que podem ajudar a prevenir contra a meningite, por exemplo, manter sempre as mãos limpas e cobrir o rosto em casos de tosse ou espirros.