Quando os médicos podem desligar os aparelhos?

Perguntado por: enobrega . Última atualização: 25 de maio de 2023
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De acordo com o texto, aprovado por unanimidade, isso só pode ocorrer se for a vontade explícita do próprio doente ou de seus parentes. A prática é chamada de ortotanásia, mas essa palavra costuma ser evitada pelos médicos. Temem que seja confundida com a eutanásia.

À luz das normativas legais da medicina, sob o amparo da Resolu- ção CFM 1.826/07 e do Código de Ética Médica, cabe ao médico a decisão ética de suspender os procedimentos de suportes terapêuticos ante a determinação de morte encefálica de indiví- duo não doador. A morte encefálica equivale à morte clínica.

Exame clínico. Passado o tempo de espera, pode-se proceder ao exame clínico da morte cerebral. Ele deve ser realizado por dois médicos diferentes, de equipes independentes não relacionadas a captação e transplante de órgãos, e com um intervalo mínimo de 1 hora.

De acordo com o texto, aprovado por unanimidade, isso só pode ocorrer se for a vontade explícita do próprio doente ou de seus parentes. A prática é chamada de ortotanásia, mas essa palavra costuma ser evitada pelos médicos. Temem que seja confundida com a eutanásia.

O cérebro usa até 25% do oxigênio do nosso corpo. Por isso, ele é o primeiro órgão a morrer quando paramos de respirar.

Antes da morte encefálica ser declarada, todo o possível é feito para salvar a vida do seu ente querido. Após o diagnóstico de morte encefálica, não há qualquer chance de recuperação. Dizer adeus a um ente querido que está em morte encefálica é uma experiência difícil.

A morte encefálica pode ser definida como a perda das funções neurológicas. Essa condição é irreversível e é a definição legal de óbito. A morte encefálica, também conhecida como morte cerebral, pode ser definida como a ausência de todas e quaisquer funções neurológicas.

O quadro do estado de morte encefálica é de curta duração pela falência completa dos órgãos, de poucos dias, ao contrário da maioria no estado vegetativo, que pode ter uma condição evolutiva prolongada.

Tremores musculares ocasionais, movimentos involuntários, alterações na frequência cardíaca e perda de reflexos nas pernas e braços são sinais de que o fim de vida está próximo.

7 dias a 2 meses incompletos – intervalo de 48 horas. 2 meses a 1 ano incompleto – intervalo de 24 horas. 1 ano a 2 anos incompletos – intervalo de 12 horas. Acima de 2 anos – intervalo de 6 horas.

Um paciente é dito em morte cerebral quando apresenta ausência total de reflexos, sendo sustentado somente pela ajuda de aparelhos. Assim, há ausência da respiração, ausência de reação a estímulos dolorosos, pupilas não reagentes e eletroencefalograma (EEG) isoelétrico (sem apresentar ondulações).

Eletroencefalograma (EEG), arteriografia e doppler transcraniano são comumente utilizados para constatar a morte encefálica.

A melhora da morte: um adeus às famílias
Não é normal isso acontecer. Geralmente, só é possível notar uma melhora depois de três ou quatro dias que a pessoa já está sob medicamento.”

Atualmente, os médicos declaram a morte a partir do momento em que o coração de um paciente deixa de bater. Quando isso acontece, as funções cerebrais terminam quase de imediato e a pessoa perde todos os seus reflexos.

Assim, com o sangue oxigenado mecanicamente, o coração pode bater por até alguns dias após a morte cerebral, e para imediatamente caso o respirador seja desligado.

O protocolo de morte encefálica, contempla a execução de dois exames clínicos, um teste de apneia e um exame complementar comprobatório. Os exames clínicos devem ser realizados por dois médicos diferentes, não envolvidos com as equipes transplantadoras.

A morte cerebral é causada por lesão cerebral grave decorrente de: Traumatismo craniano. Falta de oxigênio para o cérebro (resultante, por exemplo, de afogamento. Durante o afogamento, o corpo fica privado de oxigênio, o que pode danificar os órgãos, particularmente...