Quem decide desligar os aparelhos?

Perguntado por: usampaio . Última atualização: 25 de maio de 2023
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De acordo com o diretor do CFM, os médicos agora devem informar as famílias quando o doente está em estado terminal e sem possibilidade de cura. Se o paciente ou os parentes concordarem, os procedimentos que o mantêm vivo são interrompidos pelo médico.

Aparelhos serão desligados após a confirmação
Segundo o documento, passado o período de tratamento e confirmação da morte, não será mais possível que o paciente fique no hospital com os aparelhos ligados. Antes, o médico deveria aguardar uma posição da família.

A ortotanásia nunca foi considerada uma infração ética. Nem um crime. A resolução representa muito mais um ''conforto'' para médicos, que freqüentemente hesitam em adotar esse tipo de atitude por medo da reação dos familiares ou dos colegas ou por convicção.

Pelos critérios anteriores, o diagnóstico se daria por dois médicos: um neurologista e um médico sem habilitação específica.

O cérebro usa até 25% do oxigênio do nosso corpo. Por isso, ele é o primeiro órgão a morrer quando paramos de respirar.

Antes da morte encefálica ser declarada, todo o possível é feito para salvar a vida do seu ente querido. Após o diagnóstico de morte encefálica, não há qualquer chance de recuperação. Dizer adeus a um ente querido que está em morte encefálica é uma experiência difícil.

tratamento e observação no hospital, pelo período mínimo de seis horas; em caso de encefalopatia hipóxico-isquêmica, essa observação se estende por um período mínimo de 24 horas.

"Só é possível desligar os aparelhos quando houver critérios de morte cerebral, enquanto isso não acontecer os aparelhos não podem ser desligados", afirmou à agência Lusa o especialista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O protocolo de morte encefálica, contempla a execução de dois exames clínicos, um teste de apneia e um exame complementar comprobatório. Os exames clínicos devem ser realizados por dois médicos diferentes, não envolvidos com as equipes transplantadoras.

A morte encefálica pode ser definida como a perda das funções neurológicas. Essa condição é irreversível e é a definição legal de óbito. A morte encefálica, também conhecida como morte cerebral, pode ser definida como a ausência de todas e quaisquer funções neurológicas.

O quadro do estado de morte encefálica é de curta duração pela falência completa dos órgãos, de poucos dias, ao contrário da maioria no estado vegetativo, que pode ter uma condição evolutiva prolongada.

Quando ocorre a morte encefálica, não existe mais a consciência do paciente. Ele não consegue mais pensar ou perceber o meio ao redor. Ele deixa de existir como pessoa e seus órgãos fora do sistema nervoso continuam funcionando de forma artificial”, afirma Duarte.

Segundo o texto, ao consentir nos transplantes de órgãos, a Igreja Católica aceita implicitamente essa definição de morte, mas com muitas reservas. "Na Cidade do Vaticano a certificação de morte cerebral não é usada", escreve Lucetta Scaraffia.

Etimologicamente, ortotanásia significa morte correta - orto: certo; thanatos: morte. Traduz a morte desejável, na qual não ocorre o prolongamento da vida artificialmente, através de procedimentos que acarretam aumento do sofrimento, o que altera o processo natural do morrer9.

Assim, com o sangue oxigenado mecanicamente, o coração pode bater por até alguns dias após a morte cerebral, e para imediatamente caso o respirador seja desligado.

Um paciente é dito em morte cerebral quando apresenta ausência total de reflexos, sendo sustentado somente pela ajuda de aparelhos. Assim, há ausência da respiração, ausência de reação a estímulos dolorosos, pupilas não reagentes e eletroencefalograma (EEG) isoelétrico (sem apresentar ondulações).