Quantas letras tem o LGBT?

Perguntado por: ahilario . Última atualização: 19 de maio de 2023
4.5 / 5 13 votos

Logo veio o mais, símbolo matemático que já apontava o que estava por vir. E veio. Nos últimos anos, a busca pelo reconhecimento fez com que a nomenclatura crescesse e hoje ela ganha espaço com quase 10 letras: LGBTQIAPN+ (entenda a sigla, letra a letra, abaixo).

Queer é um termo de origem inglesa que, há algum tempo, era utilizado de forma pejorativa. Hoje, representa uma identidade, uma teoria e compõe a sigla LGBTQIA+. Conceito de queer. Queer é o termo que diz respeito a quem não se identifica e não se rotula em nenhum gênero.

Queer é uma palavra em inglês que significa “estranho”. O termo é usado para representar as pessoas que não se identificam com padrões impostos pela sociedade e transitam entre os gêneros, sem concordar com tais rótulos, ou que não saibam definir seu gênero/orientação sexual.

Atualmente, a sigla mais utilizada é LGBTQIAP+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais/Transgêneros/Travestis, Queer, Intersexual, Assexual, Pansexual).

A sigla atual
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais (ABGLT) usa o LGBTI+, porém, outros grupos preferem adotar LGBTQ+ ou LGBTQIA+ e, mais recentemente, LGBTQIAP+. Os termos considerados mais corretos são: LGBTQIAP+, LGBTQIA+, LGBTI+ e LGBT+.

Através das cores e símbolos, as bandeiras são uma forma de representatividade para diversos tipos de grupos e movimentos. Mas, afinal, quais são as 28 bandeiras LGBT?

Como a representatividade dos homens gays sempre foi mais evidente, protagonizando o movimento da comunidade, fez-se necessária a alteração para LGBT, com o L encabeçando a sigla e dando mais visibilidade às mulheres lésbicas. Atualmente, novos termos foram incluídos e passou-se à denominação LGBTQIAP+.

Como nos Estados Unidos já se utilizava a sigla LGBT, em 2008 o termo GLS foi oficialmente substituído, com o objetivo de se aproximar das outras culturas que já a utilizavam.

Transgênero e não binário são termos usados para se referir à identidade de gênero. Por outro lado, queer descreve identidades sexuais e de gênero que não são heterossexuais e cisgênero. Assim, pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais podem se identificar com a palavra queer.

Enquanto na bissexualidade a pessoa pode ter preferência por alguns gêneros, a pansexualidade é a atração por todos. Para quem é pan, o gênero não importa, nem entra na conta. É aquele famoso: “gosto de pessoas, não importa o gênero”.

Uma pessoa pode ter a identidade de gênero como feminina, masculina, trans, travesti — ou também ser designada como mulher, homem, mulher trans, travesti, homem trans, não binário (que não é masculino nem feminino), entre outras formas.

O termo “genderfluid” (“gênero-fluido”) apareceu pela primeira vez oficialmente nos anos 1990 e se refere àqueles cuja identidade de gênero flui, ou seja, ao mesmo tempo em que uma pessoa pode se identificar com o gênero feminino ela também pode fluir para o masculino e até para o neutro, entre outras variações.

BANDEIRA GÊNERO NÃO BINÁRIO
Não binário: Identidade de gênero derivada do guarda-chuva transgênero. Não binariedade é uma identidade Trans. É usada para descrever pessoas cuja identidade de gênero não é homem ou mulher, tampouco são inteiramente masculinas ou femininas em sua expressão.

adjetivo Que se questionou; que foi ou é objeto de questão; controvertido, discutido, disputado. Etimologia (origem da palavra questionado). Particípio de questionar.

Teoria Queer é uma linha teórica de estudos de gênero que tem como marco principal a publicação em 1990 do livro Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade (originalmente Gender trouble: feminism and the subversion of identity) pela filósofa americana e professora de Literatura Comparada da Universidade ...

LGBTQQICAPF2K+ é a sigla de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis, Queer, Questionando, Intersexo, Curioso, Assexuais, Pan e Polissexuais, Amigos e Familiares, Two-spirit e Kink.

Por mais que essa primeira sigla tenha sido revolucionária, mantinha na invisibilidade uma enorme quantidade de pessoas que não se identificava com nenhum dos grupos. Essa é a razão da ampliação de letras — ou categorias.

A 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais decidiu neste sábado (7) padronizar a nomenclatura usada pelos movimentos sociais e pelo governo, junto com o padrão usado no resto do mundo; em lugar de GLBT, a sigla passa a ser LGBT: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais.

Posteriormente, aprovado pela I Conferência Nacional GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros), a sigla oficial passou a ser LGBT. Nesse sentido, LGBT ou LGBT+ acoplaria qualquer identidade, seja bi, gay, lésbica, agênero, assexual, intersexual, demissexual, dentre outras.

As cores originais eram rosa-choque (sexualidade), vermelho (vida), laranja (cura), amarelo (Sol), verde (natureza), turquesa (magia e arte), índigo (serenidade) e violeta (espiritualidade).