Quanto ganha um agiota por mês?

Perguntado por: snascimento . Última atualização: 19 de maio de 2023
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Os agiotas cobram em média 40% ao mês. Enquanto, bancos e instituições financeiras legalizadas os juros costumam ser de menos de 10% ao mês.

Apesar dessa parecer uma alternativa fácil, sendo possível conseguir até mesmo um agiota online, mas não é segura. Até porque, os agiotas não operam dentro da lei e acabam tendo suas próprias regras, o que pode tornar o “negócio”, além de ilegal, extremamente perigoso.

Os agiotas são pessoas que oferecem empréstimos fora do mercado financeiro e sem a autorização do Banco Central. Com isso, eles dispensam a necessidade de comprovação de renda e cobram juros exorbitantes sobre o dinheiro emprestado.

A pena prevista é de 6 meses a 2 anos de detenção e multa. O termo agiotagem também é utilizado como sinônimo de usura, todavia, a cobrança de ágios, dentro dos limites legais não é considerado crime, é exatamente o que os bancos fazem quando emprestam dinheiro.

Todas as operações da empresa devem ser registradas em entidades autorizadas pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários. Muitas pessoas que já emprestam dinheiro (agiotas) sem garantia, agora poderão ter empresas legalizadas. Procure um Contador!

É recomendado que se cobre juros compensatórios de até 1% (um por cento) ao mês, ou 12% ao ano, e caso sejam cobrados juros com percentuais superiores a este você poderá ter a negociação anulada por enriquecimento ilícito de acordo com a legislação.

De acordo com o artigo 4º “a” da Lei nº 1.521/51, quem praticar agiotagem pode ser condenado a penas de prisão que variam de 6 meses a 2 anos. Portanto, é um grande risco que quem pratica isso está correndo, tanto o próprio agiota, quanto quem pega emprestado dele.

Lei 1.521/1951, Art. 4º, “a” e “b”. A interpretação desse artigo indica que quem pratica a agiotagem, ao se aproveitar da situação de vulnerabilidade (necessidade, inexperiência ou leviandade de outra parte) cobrar juros acima dos permitidos em lei está cometendo um crime.

“Se fizerem empréstimo a alguém do meu povo, a algum necessitado que viva entre vocês, não cobrem juros dele; não emprestem visando a lucro” (Êxodo 22,25).

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 104/22 veda, em quaisquer contratos ou operações financeiras, taxas de juros superiores ao dobro da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), respeitado o limite máximo de 12% ao ano.

Agiota é aquele que empresta dinheiro a juros exorbitantes. Uma pesquisa feita pela Folha em diversos desses escritórios revela que há agiotas cobrando até 46,3% ao mês, ou 9.492% ao ano. Na melhor das hipóteses o menor juro cobrado fica em 15,1%, ou 437,8% ao ano.

Quem dá aos pobres empresta a Deus, o qual virá a pagar com juros largamente vantajosos.

Emprestar dinheiro a juros pode ter consequências jurídicas, dependendo das leis e regulamentos do país ou estado onde o empréstimo ocorreu. Em geral, os empréstimos com juros excessivamente altos podem ser considerados ilegais ou abusivos, resultando em consequências jurídicas para o credor.

Empréstimo 5.000 reais quanto vou pagar? Essa resposta varia de acordo com a sua taxa de juros e com a oferta dos bancos. Por exemplo: Em nossas simulações para pagamento em 24 vezes, verificamos que o valor da parcela pode variar de de R$ 236 até R$ 1.069!

No entanto, o Código Civil estabelece limites legais para essa cobrança. No caso de uma relação consumerista (compra e venda no comércio entre empresa e consumidor final), o juros de mora deve ser limitado a 1% do valor total da transação ao mês. A lei também estabelece que os juros sejam cobrados por dia de atraso.

Quando fazemos um financiamento, a cada parcela pagamos de volta uma parte que é referente ao dinheiro que pegamos emprestado (principal) e outra parte que é a remuneração por ter emprestado o dinheiro (juros). O percentual dos juros é sempre igual e é cobrado mês a mês sobre o valor que ainda falta a ser pago.

Os riscos de pegar empréstimo com agiotas
A atividade constitui crime contra a economia popular, com pena de seis meses até 2 anos de prisão. Além disso, também vai contra o Sistema Financeiro Nacional, pois faz a operação sem a autorização do Banco Central.

Mas especialistas afirmam que emprestar dinheiro enfrenta tabus sociais sobre discussão de finanças e cria um desequilíbrio de poder em um relacionamento próximo de confiança. Isso pode potencialmente fazer com que as partes sintam emoções complexas, como vergonha, constrangimento e raiva.