Quanto um agiota cobra por mês?

Perguntado por: itrindade . Última atualização: 21 de janeiro de 2023
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Sem controle legal, a agiotagem pratica a determinação de juros abusivos. Podem chegar a 40% ao mês. Só para um nível de comparação, os empréstimos no Bom Pra Crédito começam com 1,59% ao mês.

Assim, o agiota está sujeito a pena de dois a oito anos de prisão e multa. Existem casos em que agiotas perseguem a família do devedor ou ameaçam tomar casa e demais bens caso a dívida não seja paga dentro do prazo. Nestes casos e com o citado acima, fica claro que esta é uma prática criminosa e bastante perigosa.

Ao pegar dinheiro com agiotas você estará sendo vítima de um crime e indiretamente, apoiando práticas ilícitas. Muita gente não sabe disso, mas segundo o Sistema Financeiro Nacional, o ato de emprestar dinheiro sem autorização prévia do órgão competente, o Banco Central do Brasil, conforme prevê Art.

Para acabar com a angústia da vítima, é necessário que ela vá até uma delegacia de polícia e faça a notícia-crime, desse modo ela irá narrar o fato ocorrido e explicar os juros abusivos. Dessa forma, ocorrerá a investigação, onde que, se for identificado a conduta criminosa, o delegado poderá indiciar o criminoso.

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Como identificar um agiota?

  1. Taxas de juros acima do permitido por lei - se você tem dúvidas sobre a taxa ser abusiva, basta conferir as taxas de juros de todos os bancos disponíveis no site do Banco Central.
  2. Prazos curtos para o pagamento;
  3. Dispensam a comprovação de renda;
  4. Não possuem autorização do Banco Central.

A pena prevista é de 6 meses a 2 anos de detenção e multa. O termo agiotagem também é utilizado como sinônimo de usura, todavia, a cobrança de ágios, dentro dos limites legais não é considerado crime, é exatamente o que os bancos fazem quando emprestam dinheiro. Lei nº 1.521, de 26 de dezembro de 1951.

O que acontece é que o empréstimo entre particulares não é proibido, mas pode se tornar um crime se feito de forma errada. Quando uma pessoa decide pedir dinheiro emprestado a um amigo, e essa pessoa resolve emprestar dinheiro, os benefícios envolvidos na transação não podem ser abusivos.

“Todo credor que tenha emprestado alguma coisa a seu próximo, perdoará o que tiver emprestado. Não explorará seu próximo, nem seu irmão, porque terá sido proclamado um perdão geral em honra de Javé” (Dt 15,2).

A dívida será parcialmente paga (apenas cem mil reais) e os herdeiros nada receberão. O restante da dívida não deverá ser pago pelos herdeiros, tornando-se um prejuízo para o credor.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 104/22 veda, em quaisquer contratos ou operações financeiras, taxas de juros superiores ao dobro da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), respeitado o limite máximo de 12% ao ano.

Os juros podem variar de acordo com a vontade de quem empresta (o agiota). Todavia, são mais comuns juros entre 10% a 15% com base no valor emprestado. Em alguns casos, esses juros são cobrados mensalmente. A partir de um exemplo, talvez fique mais fácil visualizar como essa operação funciona.

Logo, tanto doutrina quanto jurisprudência, tem aplicado a taxa de juros prevista pelo parágrafo 1º do artigo 161 do Código Tributário Nacional, qual seja: 1% (um por cento) ao mês. Qualquer taxa cobrada acima disso pode configurar usura ou agiotagem.

O cálculo de juros do empréstimo pessoal segue a regra de juros compostos, considerando juro sobre juro. Nesse caso, a taxa é sempre calculada em cima do valor inicial (aquele que você pegou emprestado) mais o valor dos juros cobrados no mês anterior.

Receita Federal investiga esquema de agiotagem e lavagem de dinheiro com empresas e pessoas físicas. — Receita Federal.

Todas as operações da empresa devem ser registradas em entidades autorizadas pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários. Muitas pessoas que já emprestam dinheiro (agiotas) sem garantia, agora poderão ter empresas legalizadas. Procure um Contador!