Quem é o autor da Teoria da Complexidade?

Perguntado por: lsilveira . Última atualização: 27 de maio de 2023
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Edgar Morin

A Teoria da Complexidade de Edgar Morin e o Ensino de Ciência e Tecnologia.

A Teoria da Complexidade estuda os sistemas constituídos por uma grande quantidade de agentes, os quais se integram para produzir estratégias adaptativas de sobrevivência para os componentes do sistema e para o sistema como um todo (Ponchirolli, 2007).

O pensamento complexo, segundo Morin, tem como fundamento formulações surgidas no campo das ciências exatas e naturais, como as teorias da informação e dos sistemas e a cibernética, que evidenciaram a necessidade de superar as fronteiras entre as disciplinas.

Depreendendo do anteriormente exposto, Morin afirma que o pensamento científico clássico tem como apoio três pilares. São eles: a ordem, a separabilidade e a razão.

Desde 1950 a Teoria Geral de Sistemas (TGS) começou a ser estudada como teoria científica pelo biólogo alemão Ludwig von Bertalanffy, que buscava um modelo científico explicativo do comportamento de um organismo vivo, abordando questões científicas e empíricas ou pragmáticas dos sistemas.

O pensador francês propõe a hierarquização e a organização do saber no pensamento contemporâneo. "Devemos contextualizar cada acontecimento, pois as coisas não acontecem separadamente. Os átomos surgidos nos primeiros segundos do Universo têm relação com cada um de nós".

Edgar Morin: Antes de mais nada, é preciso entender bem que estamos ameaçados, cada vez mais, por duas barbáries. A primeira barbárie a gente conhece, vem desde os primórdios da história, que é a crueldade, a dominação, a subserviência, a tortura, tudo isso.

A noção do pensamento complexo foi cunhado por Morin (1990) e refere-se à capacidade do pensamento de perseguir o conhecimento multidimensional que integra os modos simplificadores de cognição e rejeita consequências reducionistas e unidimensionais (PACHECO; HERRERA, 2021).

A proposta da complexidade é a abordagem transdisciplinar dos fenômenos, e a mudança de paradigma, abandonando o reducionismo que tem pautado a investigação científica em todos os campos, e dando lugar à criatividade e ao caos].

A Pedagogia da Complexidade implica justamente a busca da visão complexa, desde o ser humano, passando pelo mundo físico e social, até as infinitas relações e inter-conexões existentes.

Um algoritmo pode ser melhor que outro quando processa poucos dados, porém pode ser muito pior conforme o dado cresce. A Análise de complexidade nos permite medir o quão rápido um programa executa suas computações.

Ele explica que nas escolas o foco do ensino são os conteúdos de cada disciplina, mas ignoram o que é conhecimento de fato. “O conhecimento nunca é um reflexo ou espelho da realidade. O conhecimento é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução”, afirma o autor em seu texto célebre.

Morin é autor de cerca de 70 livros, entre os quais os seis volumes de “O Método”, publicados de 1977 a 2004, considerado o seu principal trabalho.

Os Sete Saberes indispensáveis enunciados por Morin — As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão; Os princípios do conhecimento pertinente; Ensinar a condição humana; Ensinar a identidade terrena; Enfrentar as incertezas; Ensinar a compreensão; e A ética do gênero humano — constituem eixos e, ao mesmo tempo, ...

Morin defende o pensamento integral, pois ele permite ao homem concretizar uma meditação mais pontual; a pedagogia atua, porém, com seu radical fracionamento do saber, e leva o indivíduo a entender o universo em que vive de forma facciosa, sem conexão com o universal.

O pensamento complexo tenta dar conta daquilo que o pensamento simplificador desfaz ou é incapaz. De uma maneira geral, trata da conciliação das várias esferas do conhecimento e da vida moderna, articula o que está dissociado e distinto e distingue o que está indissociado.

A complexidade do ser humano permite que a liberdade seja possível. Os seres humanos, por desfrutarem de um grau relativamente alto de liberdade, flutuam livremente, se for o caso, com respeito à seleção natural biológica. Isso não significa que eles estão autorizados a fazer o que querem.