Quem e o pai da ética?

Perguntado por: oagostinho . Última atualização: 24 de maio de 2023
4.5 / 5 7 votos

Sócrates

Sócrates : o pai da moral e da ética.

A Sócrates pode ser atribuída a origem da ética (ou filosofia moral), tendo como ponto de partida a consciência do agente moral, arremata Chauí (p.

Em síntese, Aristóteles afirma que a base da ética é a finalidade de ser feliz. O que julgamos como bom e mau ou bem e mal está relacionado com o que acreditamos que irá suprir melhor o nosso estado de espírito de ser feliz.

Platão acreditava que a ética consiste em na busca pela felicidade por meio não somente do indivíduo, pois um indivíduo não pode ser feliz em uma comunidade viciosa, mas também a coletividade devem alcançar tal felicidade. Estabelecendo tais conceitos de maneira a não incutir duvidas entre aqueles que interagem.

Ele acreditava na imortalidade da alma e que ele próprio recebeu em sua vida uma missão do deus Apolo para que ele defendesse o Conhece-te a Ti Mesmo.

Para Sócrates era sua característica racional. Segundo ele, o ser humano é essencialmente razão. E, portanto, essa razão que deve fundamentar todas as normas e os costumes morais. Por conta disso, a ética socrática costuma ser chamada de ética racionalista, por partir da razão.

A ética como um todo analisa o comportamento humano frente a um fim determinado. Platão e Aristóteles determinam o fim da práxis humana, na concepção do primeiro é o bem, já para o segundo é a felicidade.

Logo, a função da Ética é investigar e explicar o comportamento das pessoas ao longo de sua existência, visando a fixação de comportamentos “básicos” para diminuir o nível de conflitos morais dentro dos diversos setores da sociedade.

Aristóteles

Aristóteles foi o primeiro pensador a sistematizar a ética. Com a problematização acerca da moral e do convívio das pessoas, surgia a chamada filosofia moral, que mais tarde ficaria conhecida como ética.

Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser; “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.

Ética a Nicômaco é a principal obra de Aristóteles sobre ética.

A Ética é um ramo da filosofia que lida com o que é moralmente bom ou mau, certo ou errado. As palavras ética e moral têm a mesma base etimológica: a palavra grega ethos e a palavra latina moral, ambas significam hábitos e costumes.

A ética, hoje, é compreendida como parte da Filosofia, cuja teoria estuda o comportamen- to moral e relaciona a moral como uma prática, entendida por Cortella (2007, p. 103) como o “exercício das condutas”.

Enquanto a ética é definida como a teoria, o conhecimento ou a ciência do comportamento moral, que busca explicar, compreender, justificar e criticar a moral ou as morais de uma sociedade.

Aristóteles afirma que entre todas as virtudes, a prudência é uma delas e a base de todas as outras. A prudência encontra-se na capacidade humana de deliberar sobre as ações e escolher, baseado na razão, a prática mais adequada à finalidade ética, ao que é bom para si e para os outros.

De forma resumida, as diferenças entre os dois termos são: A moral prevê certo e errado; a ética prevê bem e mal. A moral é uma conduta específica e normativa; valores éticos são princípios, frutos de reflexão sobre ações e normas de conduta. Norma é cultural e temporal; valor é universal e atemporal.

A ética, segundo Aristóteles, serve como condução do ser humano à felicidade, no sentido mais amplo da palavra. E é em toda interação, na dinâmica do convívio social, que se possibilita transparecer os valores éticos e morais humanos, assim como o desenvolvimento destes.

Segundo Sócrates, “ninguém sabe o que é a morte, nem se, por- ventura, será para o homem o maior dos bens; todos a temem, como se soubessem ser ela o maior dos males.

só sei que nada sei

Por isso que uma das frases de Sócrates mais famosas é “só sei que nada sei”. Essa frase tornou Sócrates o mais sábio entre todos os homens da época, porque foi o primeiro a admitir sua própria ignorância e estando em constante aprendizado.

As Três Peneiras de Sócrates: da Verdade, bondade e a da necessidade.