Quem eram os cínicos E o que eles rejeitavam?

Perguntado por: rgoulart . Última atualização: 24 de maio de 2023
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Portanto, os cínicos rejeitavam a valorização dos bens materiais e consideravam qualquer tipo de culto a personalidades algo inócuo. Traçado esse panorama geral sobre a doutrina filosófica seguida por Diógenes, é possível analisar como era feito o enquadramento da honestidade nos preceitos cínicos.

O Cinismo é uma corrente filosófica que pregava o total desprezo pelos bens materiais e o prazer. Para os cínicos, a filosofia moral não poderia estar separada do modo de vida dos filósofos. Eles deveriam ser exemplos daquilo que afirmam.

O cinismo traria consigo a falência de certa forma de crítica social, afinal, em tal regime de 'racionalidade cínica, não é mais possível pensar a crítica como indicação de déficits de adequação entre situações sociais concretas e ideais normativos', diz Safatle.

O Cinismo foi uma escola filosófica grega criada por Antístenes, seguidor de Sócrates, aproximadamente no ano 400 a.C., mas seu nome de maior destaque foi Diógenes de Sínope. Estes filósofos menosprezavam os pactos sociais, defendiam o desprendimento dos bens materiais e a existência nômade que levavam.

Outros pensadores também difundiram o ceticismo, como Carnéades e Sexto Empírico, considerado a maior autoridade do ceticismo grego. Outros nomes do ceticismo antigo que se destacam são Enesidemo, Agripa e Antíoco de Laodicéia, filósofos que retomaram os conceitos céticos depois de Pirro.

O ceticismo trata-se de uma corrente filosófica que releva questionamentos sobre ocorrências, opiniões, pensamentos e crenças convencionadas pelo senso comum como verdades. Portanto, essa corrente defende que o indivíduo não pode chegar a nenhuma certeza.

Em razão disso, os cínicos foram chamados de cães por serem despudorados (quem não tem pudor / desavergonhado) e viverem de acordo com a sua natureza.

adjetivo Que expressa cinismo, desprezo pelas normas sociais ou pela moral vigente; imoral. [Figurado] Repleto de fingimento; desfaçatez: aluno muito cínico. [Figurado] Que age de maneira imoral ou escandalosa; desavergonhado, impudico.

Um exemplo de cinismo seria se uma pessoa vê que há um banco faltando uma das pernas e o coloca de modo que pareça que o mesmo está bom para sentar-se, então uma pessoa senta naquele banco e acaba caindo. Em seguida, a pessoa que colocou o banco danificado ali, oferece ajuda, atuando como se fosse uma boa pessoa.

substantivo masculino Comportamento ou ação de cínico, de quem demonstra desprezo pelas normas sociais ou pela moral estabelecida; atrevimento, descaramento, despudor.

Entretanto, isso ilustra bem os propósitos de Sêneca e revela uma das maiores diferenças entre o estoicismo e o cinismo. Enquanto o cinismo nega todo e qualquer tipo de luxo e opulência, o estoicismo acredita que tais coisas são indiferentes.

O objetivo dos estoicos não era outro que alcançar a felicidade ou a autorrealização, um conceito que eles chamavam de eudaimonia. Isso pode ser alcançado através da virtude moral (ou areté) e da serenidade (ou ataraxia). A virtude nos estoicos tem a ver com a excelência e com o alcance do potencial destinado.

Atitude de descaso pelas normas sociais: 1 descaramento, desfaçatez, desplante, desrespeito, insolência, hipocrisia, sarcasmo, mordacidade, falsidade, caradura, caradurismo, descaro, arrogância.

De modo que, para o cínico, especificamente, Diógenes de Sinope, o grande representante do cinismo depois de Antístenes, a simplicidade da vida consistia em não se preocupar com as convenções sociais, pois, elas não serviam para outra coisa a não ser para controlar o corpo com suas pulsões, delimitando o que se podia ...

O Movimento Cínico marcou profundamente a História da Filosofia grega. O estilo de vida abnegado, o despudor aos convencionalismos sociais, aliados a uma singular moralidade, davam ao cinismo um matiz excêntrico, um estilo único, com intensa profundidade filosófica.