Quem produz o nácar?

Perguntado por: agois . Última atualização: 30 de maio de 2023
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O nácar elaborado pelos gastrópodes apresenta uma curiosa estrutura de empilhamentos.

As ostras se reproduzem sexuadamente, existindo espécies com machos e fêmeas e espécies hermafroditas. Algumas são capazes de mudar de sexo a cada ano, sendo macho, por exemplo, num ano, e fêmea no outro. Elas apresentam desenvolvimento indireto, ou seja, observa-se a formação de larvas antes da fase adulta.

Pérola dourada, a mais cara do mundo, chega ao Brasil - Forbes.

Na natureza, a ostra só produz pérola caso as coisas saiam do “normal”, como um grão de areia adentrando na sua concha naturalmente bem protegida. Produzirá, então, a pérola para envolver o grão e deixar de “sofrer”. É um fenômeno raríssimo, que acontece com cerca de 1 a cada 10000 ostras.

As pérolas são produzidas nas chamadas ostras perlíferas em resposta a alguma irritação provocada por agentes externos que entram na concha — um grão de areia, por exemplo. Como resposta a essa irritação, a ostra começa a produzir nácar, ou madrepérola, ao redor do corpo estranho, formando o que conhecemos como pérola.

ostra

A produção da pérola pela ostra nada mais é do que um mecanismo de defesa do animal, quando ocorre a penetração de corpos estranhos, como grãos de areia, parasitas, pedaços de coral ou rocha, entre a concha e o manto.

3 anos

De maneira que o tempo médio de maturação de uma pérola é em média de 3 anos. Na aquicultura esse processo é minimizado com a técnica de introduzir nas ostras pequenas porções esféricas de madrepérola, retiradas de uma concha, com cerca de três quartos do tamanho final desejado.

As melhores pérolas do mundo são as do mar do Sul, também chamadas de pérolas australianas. Elas custam entre US$ 500 e US$ 5 mil. Já as pérolas de Akoya, no mar da Ásia, custam entre US$ 50 e US$ 300.

O cultivo de ostras é feito principalmente por comunidades de pescadores, surgindo como uma alternativa para os rendimentos financeiros. As ostras se caracterizam por serem moluscos, encontrados dentro de uma casca bastante rígida, que serve para proteger o conteúdo interno, sendo conhecida popularmente como concha.

Planta tem aplicações na indústria e pode ser cultivada junto da produção de moluscos. Os produtores de mariscas e ostras, chamados de maricultores, ganharam uma nova fonte de renda em Santa Catarina com o plantio da Kappaphycus Alvarezii, uma alga descoberta nas Filipinas e depois levada para o Japão.

A China é, de longe, o maior produtor, com 80 % da produção mundial total, seguida da Coreia, do Japão, dos Estados Unidos e da União Europeia.

Isso porque elas são muito difíceis de se encontrar. Estima-se, por exemplo, que apenas uma em cada 10.000 ostras produzam uma pérola naturalmente. Estas gemas naturais, ademais, não são exatamente redondinhas e perfeitas.

O diamante é a gema mais cara que se pode encontrar no mercado e difere das demais em vários aspectos.

As 5 pedras preciosas mais caras do mundo

  • 4ª Sunrise Ruby - Rubi (30.420.000 dólares)
  • 3ª Orange - Diamante laranja (35.500.000 dólares)
  • 2ª Oppenheimer - Diamante Azul (57.500.000 dólares)
  • 1ª Pink Star - Diamante rosa (71.200.000 dólares)

Sua principal finalidade é a confecção de joias, como colares, brincos e broches. O processo de formação das pérolas começa quando uma partícula estranha — um parasita ou um grão de areia — entra no molusco. Como mecanismo de defesa, o molusco libera várias camadas de nácar para envolver o invasor.

Em solo nacional, Santa Catarina é o estado que mais produz ostras, em que representa mais de 90% do total. Para se ter ideia, foram produzidas 2.085 toneladas de ostras no estado em 2021, em que 1.351 toneladas foram somente em Florianópolis, que recebe a alcunha de capital nacional das ostras.

Esfregue as pérolas umas contra as outras
Segure algumas nos dedos e esfregue-as umas contra as outras gentilmente. Sinta a leve sensação de fricção; as pérolas verdadeiras geralmente geram um pouco de fricção ao serem esfregadas umas contra as outras, pois suas camadas externas de nácar não são perfeitamente lisas.

Ambos são orientados pela professora Aimê Rachel Magenta Magalhães, diretora do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, e estudam a ostra perlífera nativa Pteria hirundo. “Ela faz uma pérola muito bonita, é nativa do Brasil e tem grande ocorrência no litoral catarinense”, explica a professora.

Meia dúzia custa R$ 22,50.

Ostras. Quando se fala em alimentos que aumentam a libido, a ostra é sempre lembrada. Além de ser afrodisíaca, ela aumenta a produção de testosterona e reduz a de prolactina, hormônio que está ligado à impotência sexual. Tudo isso graças às boas quantidades de zinco presentes no alimento.

De acordo com a loja especializada The Pearl Source, uma pérola vale em média entre US$ 300 e US$ 1500 (R$ 1560 a R$ 7800) mas, dependendo da cor, tamanho e procedência, pode chegar a milhares de dólares.