Quem tem HPV contamina sempre?

Perguntado por: rgonzaga . Última atualização: 25 de maio de 2023
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Desta forma, a regra do mundo é ter HPV. Não ter HPV é uma exceção, pois apenas 2 em cada 10 pessoas nunca se infectaram ou se infectarão pelo HPV durante a vida. Lembre-se, a maioria das infecções apresentam clareamento espontânea, o próprio sistema de defesa será capaz de eliminar a infecção.

A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.

Você pode ter o vírus guardado no seu organismo (em fase latente) e desenvolver lesões anos depois, quando estiver com o seu atual namorado. Ainda, pode até ser que ele tenha de fato te transmitido o HPV, mas, pelo mesmo motivo, pode ter sido contaminado anos antes de vocês terem se conhecido.

O diagnóstico da infecção pelo HPV se faz pelo exame preventivo (Papanicolau) e também pelos exames de biologia molecular, em que se avalia a presença do DNA do vírus nas células do material coletado, através de técnicas moleculares.

O HPV é um vírus que, como disse, a pessoa pode ter e nem saber, ou seja, é algo com que podemos conviver sem grandes consequências. Em um menor número de pessoas, no entanto, o HPV pode causar alguma lesão. Essas lesões podem ser de alto risco ou de baixo risco.

O diagnóstico de HPV é clínico, podendo ser analisado visualmente pelo médico responsável. Na mulher, são também realizados exames laboratoriais como Papanicolau, colposcopia e, se necessário, biópsia. No homem, são realizados exames urológicos.

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem, aproximadamente, entre dois e oito meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa.

Quem combate verdadeiramente o vírus é o sistema imune do indivíduo infectado. Em condições habituais, o HPV demora em média cerca de 12 meses (de 8 meses a 24 meses) para ser eliminado do organismo. Na infecção latente, não existe risco de passar o vírus para outras pessoas.

Um dos sinais de cura do HPV é a eliminação das verrugas, mas é preciso fazer acompanhamento médico porque elas podem estar tão pequenas que não podem ser vistas a olho nu, sendo necessário fazer exames como papanicolau e penioscopia para confirmar a eliminação total das verrugas.

Não existe um tratamento específico para o vírus em si, mas felizmente, o nosso sistema imunológico costumar dar conta da eliminação do vírus. Quando isso não acontece e surge uma lesão pré-maligna relacionada ao HPV, podemos removê-las. Certamente, quando falamos em HPV, a palavra de ordem é prevenção com vacinação.

Dentre os tipos mais perigosos do HPV, destacam-se principalmente o HPV-16 e 18. O tipo 16 aumenta em 400 vezes o risco de desenvolvimento de câncer de colo de útero (para se ter uma ideia, essa é uma chance maior do que o tabagismo representa para o desenvolvimento de câncer de pulmão).

Converse com seu parceiro(a) para procurar uma avaliação médica imediatamente e realizar o tratamento logo no início, receber todas orientações e informações, evitando problemas futuros. E você também procure sua ginecologista para esclarecimentos maiores sobre o assunto.

O papilomavírus humano pode ficar incubado por até 20 anos.

O Papanicolau, diferentemente do exame de HPV, não identifica o vírus em si, mas as alterações nas células do colo do útero que podem indicar lesões pré-cancerosas. É um exame preventivo que contribui para o diagnóstico precoce do câncer.

Ela pode adquirir novamente o mesmo tipo viral. A mulher que NÃO eliminou completamente os vírus HPV, mas a quantidade de cópias virais é tão pequena, que não consegue ser detectadas pelos exames de biologia molecular, o que é chamado de latência do vírus.

Sim, o HPV tem cura. Estar informado sobre sua transmissão, riscos e características, permite que a pessoa possa procurar auxílio médico periódico para realizações de exames preventivos, além de, caso ocorra a infecção, iniciar o tratamento o mais rápido possível, reduzindo as chances de complicações graves futuras.

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