Tem branco no Haiti?

Perguntado por: agois3 . Última atualização: 26 de maio de 2023
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Além dos descendentes de franceses, outros haitianos brancos são descendentes de alemães, poloneses, italianos, espanhóis, ingleses, holandeses, irlandeses e americanos. A maioria dos haitianos brancos vive na área metropolitana de Porto Príncipe, especialmente no subúrbio rico de Pétion-Ville.

Cerca de 95% dos haitianos são negros, descendentes de escravos africanos. Os restantes 5% são mulatos ou brancos.

Os Taínos, população indígena caribenha, habitavam a porção da ilha do Caribe hoje conhecida como Haiti, por eles chamada de Ayiti, quando em 1492 as embarcações coloniais lideradas por Cristóvão Colombo desembarcaram.

Nessa época, o Vodu é a religião que realiza a coesão dos escravos, impelindo-os à luta contra o domínio dos brancos (HURBON, 1987, p. 67).

História do Haiti
Antes da chegada dos espanhois, o território era habitado por nativos (índios). Estes foram escravizados e, depois, dizimados pelos europeus. Com o extermínio dos índios, africanos foram trazidos para serem escravizados.

Apesar de entrarem principalmente pelo estado do Acre, a maior parte dos imigrantes dispersou-se por todo o território brasileiro. A maioria dos haitianos fixou-se na Região Sul e Sudeste do país, possivelmente em busca de melhores oportunidades de emprego e boas condições de vida.

vodu

Muitos haitianos praticam vodu além de outra religião, com mais frequência o catolicismo. O vodu foi reconhecido como religião oficial em 2003 e é um sincretismo religioso do cristianismo com as religiões africanas.

A maioria dos habitantes vive em áreas rurais (48,3%), e a cidade que possui maior concentração populacional é a capital, Porto Príncipe: 1.998.000 habitantes. A economia haitiana é pouco desenvolvida, sendo o setor primário o principal responsável pela captação de receitas financeiras.

Mas por que o país é tão pobre? A história do país se mistura com a colonização, escravidão, ocupação militar, terremotos, furacões e instabilidade política. Esses fatores fizeram com que desde 1804, época da independência do país, o Haiti avançasse pouco no desenvolvimento do país e na qualidade de vida da população.

Considerado o país mais pobre do hemisfério ocidental o Haiti é o país dos extremos no pior dos sentidos: está entre os países do mundo com maior Índice de Insegurança Humana2 e entre os países com menor Índice de Desenvolvimento Humano. 80% da população vivem em condições de pobreza degradante e sem emprego formal3.

O Haiti hoje possui vegetação inexpressiva para fins econômicos e para a concentração populacional. O Haiti tem cerca de 9,65 milhões de habitantes, onde 95% são negros, e estão distribuídos em 299,27 hab./km², e renda per capita de US$ 1.300,00 ao ano.

A parte ocidental da ilha, onde hoje fica o Haiti, foi cedida à França pela Espanha em 1697. No Século XVIII, a região foi a mais próspera colônia francesa na América, graças à exportação de açúcar, cacau e café.

Alguns estimam que a riqueza mineral do Haiti, principalmente, ouro, cobre e prata, pode chegar a US$ 20 bilhões.

Eles chegaram ao país principalmente pelos Estados do Acre e Amazonas. Até agosto de 2020, eram mais de 143.000, com forte presença em São Paulo e Rio Grande do Sul. A maioria obteve residência permanente por razões humanitárias, transformando-se em uma das maiores comunidades de imigrantes e refugiados.