Como descartar o feto morto?

Perguntado por: esantos . Última atualização: 20 de maio de 2023
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Natimorto – Quando o óbito fetal ocorrer com gestação de duração igual ou superior a 20 semanas ou o feto tiver peso corporal igual ou superior a 500 (quinhentos) gramas e/ou estatura igual ou superior a 25cm, é necessária e emissão da Declaração de Óbito pelo médico assistente e da Certidão de Óbito pelo Cartório.

Art. 2º É obrigatório o sepultamento das perdas fetais, independentemente da idade gestacional do feto. Parágrafo único. É vedado dar destinação às perdas fetais de forma não condizente com a dignidade humana, sendo admitida a cremação ou incineração do feto.

O que fazer após perder o bebê? Após confirmar o diagnóstico de um aborto, o médico irá verificar se o feto e a placenta foram expelidos completamente. Caso não haja vestígios, a recomendação é que a mulher fique de repouso até se recuperar.

Rotineiramente os fetos com menos de 500 gramas, são encaminhados para anátomo-patológicos ou estudo cito- -genético, ficando no laboratório por 21 dias e posterior- mente descartados, como lixo hospitalar.

“Um método obsoleto de abortamento cirúrgico”, diz a OMS, indicando que a curetagem deveria ser exceção e usada somente em abortos acima de 14 semanas de gestação. É que ela traz mais riscos como perfuração uterina, hemorragia, infecção e morte.

Em casos de óbito embrionário durante o primeiro trimestre – abaixo de 12 semanas de gestação -, é possível esperar até 15 dias para que o organismo aja sozinho e expulse naturalmente. “A falta de informação é a que mais gera conflitos na saúde. Jamais vamos por em risco a vida.

É importante que se compreenda a diferenciação entre natimorto (óbito fetal) e a morte ocorrida logo após ao parto. No caso de óbito fetal, será feito apenas um registro: o de natimorto. Caso se trata de falecimento após o nascimento com vida, ainda que breve, serão feitos dois registros: o de nascimento e o de óbito.

Desse ponto em diante, o feto irá, essencialmente, crescer e desenvolver seus tecidos. Não há um tempo exato da "viabilidade" fetal (a habilidade de sobreviver fora do útero), mas um feto que tem ao menos 24 semanas pode ser "viável" (sobreviver) se for dado cuidado intensivo após o parto.

Durante o primeiro mês, seu bebê é realmente minúsculo e tem aproximadamente o tamanho de uma cabeça de alfinete. Você poderá notar um pequeno sangramento causado pela nidação, o implante do óvulo fecundado no útero.

O sangramento é parecido com a menstruação, mas geralmente é mais volumoso e com coágulos maiores. Os sintomas da gravidez, como náusea e alterações nas mamas, tendem a desaparecer em poucos dias após o saco gestacional ser expelido.

O quinto mês da gravidez compreende a semana 20 até a semana 24. No final desse período, o feto estará com 30 cm de comprimento — pesando cerca de 700 gramas. Continue a leitura e veja algumas das transformações que acontecem — com a mãe e com a criança — nesse estágio da gestação.

A curetagem não é feita só em casos de abortos. Há outras situações em que ela é necessária, como a presença de sangramentos excessivos frequentes e dores abdominais fortes. Caso os sangramentos não parem por si só, uma curetagem pode ser indicada em casos extremos.

O exame de ultrassom poderá confirmar a interrupção da gravidez, ao identificar na imagem a falta de batimentos cardíacos e de movimentação do bebê. Pode ser também que o feto não apareça na ultrassonografia, caso já tenha sido eliminado pelo útero materno.

Por isso, a primeira opção costuma ser a tentativa do próprio corpo expulsar o feto. Isso pode acontecer naturalmente ou através da ajuda de medicamentos como a ocitocina, que provocará contrações. Caso não consiga a expulsão do embrião e toda matéria intrauterina dessa forma, é recomendada a curetagem.