Como é a dor de pericardite?

Perguntado por: oaparicio . Última atualização: 26 de maio de 2023
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Sintomas. O principal sintoma da pericardite aguda é uma dor em pontada, repentina e forte, bem no meio do peito, que varia de intensidade com a mudança de posição: aumenta quando a pessoa deita e diminui, quando sentada, inclina o corpo para frente.

A pericardite pode ser aguda, quando surge de forma súbita, com dor no peito, muitas vezes de forte intensidade e, em alguns casos, acompanhada de um quadro febril, durando de uma a três semanas, com crises recorrentes.

O diagnóstico é confirmado por Eletrocardiograma (EEG), Ecocardiograma (ECG) e exames de sangue.

Tratamento da pericardite. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), colchicina e, algumas vezes, corticoides para a dor e a inflamação.

Pericardite é um processo inflamatório que afeta a membrana que recobre e protege o coração. A doença pode ser aguda ou crônica. A forma aguda, em geral, é de instalação súbita e se estende por volta de uma a três semanas.

Jamil Schneider alerta que toda dor aguda no tórax deve ser investigada. “Toda vez que o paciente tiver uma dor aguda no tórax, deve procurar atendimento cardiológico de emergência para descobrir do que se trata. A pericardite não vai ser fatal imediatamente, mas o infarto pode ser fatal.

Além disso, a pericardite pode surgir também após um infarto do miocárdio e de uma lesão ou trauma no tórax ou até mesmo como sintoma de outras condições, como o hipotireoidismo, alterações no metabolismo, o uso de alguns medicamentos, câncer em metástase, a tuberculose e a insuficiência renal.

Além da pericardite aguda, que é a mais comum, existem outros tipos que são classificados de acordo com a evolução e a forma de apresentação clínica, sendo eles: pericardite crônica (dura mais de 3 meses), derrame pericárdico e tamponamento cardíaco, pericardite constritiva e pericardite recorrente.

No caso de pericardite bacteriana, o médico pode ainda receitar o uso de antibióticos como Amoxicilina ou Ciprofloxacina, por exemplo. Já nos casos mais graves de pericardite, o paciente deve ficar internado no hospital para fazer remédios na veia ou cirurgia, dependendo dos sintomas e das complicações.

Sintomas de inflamação no coração

  • dor no peito;
  • falta de ar;
  • febre;
  • prostração;
  • dor no corpo;
  • sintomas relacionado com insuficiência cardíaca, como cansaço, tontura, palpitação e inchaço dos membros inferiores.

O eletrocardiograma (ECG) é o exame mais importante para o diagnóstico da pericardite aguda. O achado clássico é a elevação difusa do segmento ST. O vetor do segmento ST tipicamente aponta para a esquerda, anterior e inferior, com elevação do segmento ST em todas as derivações, exceto aVR e muitas vezes V1.

Além dos mais comuns e de realização simples, como o exame de sangue e raio-x do tórax, há outros exames que fornecem diagnósticos de forma mais detalhada, como a ecocardiografia, o teste ergométrico, a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), o holter e a cintilografia miocárdica.

Deve-se suspeitar de miocardite quando outros pacientes de outra forma saudáveis sem fatores de risco cardíaco apresentam sintomas de insuficiência cardíaca ou arritmias. ECG, enzimas cardíacas e exames cardíacos de imagem não são específicos para miocardite, mas podem ser diagnósticos no contexto clínico apropriado.

Os estudos que se utilizaram de ecocardiografia para avaliação cardíaca mostraram, entre outras alterações, redução da fração de ejeção (função cardíaca), derrame pericárdico e hipertensão pulmonar em até 16% dos pacientes.

Para confirmar o diagnóstico é necessária a realização de alguns exames como ressonância magnética do tórax, eletrocardiograma e ecocardiograma. Caso a pericardite aguda seja confirmada, ela pode ser tratada com medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos nos casos mais leves.

A pericardite aguda pode ser tratada com um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) como o ibuprofeno a 600 mg três vezes ao dia por 1 a 2 semanas, geralmente com um inibidor da bomba de prótons, uma vez que os marcadores inflamatórios diminuem que os médicos normalizam em 400 mg por semana.

A pericardite constritiva é uma entidade clínica caracterizada pelo aparecimento de sinais e sintomas de insuficiência cardíaca direita, secundários à perda da compliance pericárdica1. Atualmente, as causas mais frequentes são a cirurgia cardíaca, a radioterapia e a pericardite idiopática.

Questão A tríade de Beck é um conjunto de três sinais clínicos associados ao tamponamento cardíaco. São eles: Hipotensão arterial, pulso paradoxal e bulhas hiperfonéticas.

Embolia gasosa é uma situação em que se observa a entrada de bolhas de ar no interior dos vasos sanguíneos. Essa entrada de ar obstrui a circulação, o que pode fazer com que algumas regiões do corpo não sejam irrigadas, provocando uma deficiência de oxigenação.

Quando uma pessoa sofre um infarto, o fluxo sanguíneo não vai para o tecido do coração e, consequentemente, não manda oxigênio para as células do local. Essa obstrução, com o passar do tempo, causa a morte celular. Para substituir as estruturas destruídas, o organismo cria uma cicatriz no local.