O que acontece se eu gritar muito?

Perguntado por: afogaca . Última atualização: 20 de maio de 2023
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Se costumamos gritar, uma quantidade muito elevada de cortisol é liberada no cérebro de nossos filhos, o que leva à desregulação emocional, ativando um estado de alerta contínuo. A consequência é que sentem medo cada vez que olhamos para eles e ficam inseguros com suas figuras de referência”.

Também é importante ressaltarmos que gritar com o filho pode enfraquecer o vínculo paterno, visto que, além de maior confiança, a disciplina tende a acompanhar o nível de relação entre pai/mãe e filho(a). Por fim, uma dica bastante importante é a de colocar-se no lugar deles.

Se afaste — Se ainda assim for difícil manter o controle, e a situação parece caótica, se afaste por alguns minutos, pode ser simplesmente mantendo-se parada em silêncio (se não puder se retirar um pouco realmente) feche os olhos e visualize uma imagem serena na mente, respire calmamente e novamente volte atenção ao ...

Mas esse hábito pode ser muito prejudicial para a saúde mental dos pequenos. Segundo especialistas no assunto, os gritos ativam a produção do hormônio do estresse, levando os pequenos a um estado de alerta constante.

Quando uma pessoa grita, ela se sente mais forte e intimidadora. Esse tipo de sentimento psicológico pode ajudá-la a levantar pesos com mais facilidade.

Violência psicológica
13.010/2010, conhecida como Lei da Palmada, em seu artigo 18-B, prevê punições contra pais ou responsáveis que praticarem castigos físicos ou tratamentos cruéis e degradantes – humilhar, ridicularizar ou ameaçar gravemente – contra crianças e adolescentes no Brasil.

Os gritos fazem parte de um processo estruturado: podem libertar emoções reprimidas desde a infância, e a liberdade e a satisfação de o fazer pode ter influências muito positivas na transformação da personalidade.

"É normal se sentir irritada, nervosa e até mesmo com raiva do filho", esclarece a neuropsicóloga Deborah Moss, mestre em Psicologia do Desenvolvimento (USP).

Sob o efeito do estresse, a amígdala desencadeia a secreção de cortisol e adrenalina, que são muito tóxicas quando presentes em grandes quantidades no cérebro imaturo de crianças pequenas, pois elas não têm capacidade de avaliar a situação.

Pesquisadores da universidade de psicologia e neurociência de Nova York descobriram que escutar um grito pode ativar no cérebro a reação de sentir medo, e esse é o motivo pelo qual gritamos.

Uma pessoa pode gritar porque sente uma perda de controle sobre determinada situação. Ela pode ser dominada pelos pensamentos, sentimentos e emoções e estar sofrendo uma perda de controle sobre todas essas coisas ao mesmo tempo.

Gritar gera um ciclo de ofensas e desrespeito. E isso em qualquer tipo de relacionamento. Quanto mais os pais gritam, pior se comportam as crianças – o que gera mais gritos. Por isso, para romper essa cadeia, é importante se comprometer com o uso de práticas disciplinares alternativas, que não envolvam erguer a voz.

Grito pode ser uma descarga de tensão
Mas quem grita frequentemente, de modo descontrolado, ressalta o especialista, demonstra incapacidade de comunicação eficiente. “Os gritadores tendem a ser pessoas dominadas internamente pelo medo e por uma raiva impotente, geralmente decorrentes de traumas não resolvidos.

1A criança que grita, faz porque aprendeu que os gritos altos lhes dão poder. 2Gritar pode parecer um benefício e isso se torna incentivo suficiente para que ela grite o tempo todo. 3Além disso, uma criança não grita porque ainda não desenvolveu a linguagem.

“É um som simples que requer pouco controle das articulações, enquanto maximiza o volume. Dessa forma, pode ser usado de forma fácil e eficiente contra a dor”, dizem os pesquisadores.

Professor constranger aluno é crime. A Lei do aluno contra o professor é uma forma de defender o direito do aluno. Que o professor saiba que humilhar aluno é crime, olha o que diz o Comentários ao Código Penal, 3/378. III do art.

Por exemplo, podem caracterizar violência psicológica atos de humilhação, desvalorização moral ou deboche público, assim como atitudes que abalam a auto-estima da vítima e podem desencadear diversos tipos de doenças, tais como depressão, distúrbios de cunho nervoso, transtornos psicológicos, entre outras.

Estudos recentes mostram que gritar com os filhos pode ser prejudicial e desencadear problemas de comportamento e depressão. Essa atitude também dá margem para que eles gritem com você de volta. Ou seja, mostra que não há problema em perder o controle quando se está nervoso(a).

Foi um berro. Em outubro de 2000, a professora inglesa Jill Drake conseguiu dar um berro que atingiu 129 decibéis, barulho equivalente ao de uma britadeira esburacandoo asfalto! Essa marca aparece até hoje registrada no Guinness, o “livro dos recordes”.

Uma peculiaridade dessa obra é que ela possui quatro versões: a de 1893 (mais famosa), outra de 1893, uma de 1895 e a última de 1910.