Pode haver erro na mamografia?

Perguntado por: dpeixoto . Última atualização: 27 de maio de 2023
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Mesmo assim, a mamografia, bem como outros exames, pode apresentar falhas eventuais, indicando resultados que não correspondem ao estado real de saúde do paciente.

Somente a mamografia consegue identificar aquelas lesões e nódulos que o ultrassom não detecta. Porém, o ultrassom é sim uma alternativa inicial em alguns casos específicos. De qualquer forma, em casos de lesão ou nódulo suspeito, somente a mamografia poderá cravar o diagnóstico.

As alterações patológicas da mama que podem ser vistas na mamografia são massas, calcificações, áreas com densidades assimétricas ou distorção de arquitetura, ductos proeminentes, espessamento da pele ou mamilo e retração deste último.

A mamografia é capaz de diagnosticar o tumor quando ele ainda tem menos de 1 centímetro, tamanho em que o nódulo ainda não está grande o suficiente para ser percebido no autoexame. Quando percebido nesse estágio inicial, o câncer de mama tem chance de cura em até 95% dos casos.

BIRADS 5: Achados altamente suspeitos
Neste caso, as lesões têm chance de malignidade maior que 95%. Aqui estão incluídos os nódulos espiculados e as calcificações pleomórficas, ou seja, de formas irregulares e tamanhos e densidade variadas.

“Algumas vezes ao avaliar a mamografia o médico solicita que a paciente o faça novamente, porém isto não significa dúvida em relação à qualidade da imagem e sim a necessidade de ampliá-la para visualizar melhor a área e realizar um diagnóstico mais acertado.

O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) recomendam que a mamografia seja feita a cada dois anos por mulheres entre 50 e 69 anos.

Para rastreamento do câncer de mama, o ideal é que todas as mulheres, ao menos em uma etapa da vida, façam a mamografia periodicamente. A equipe do A.C.Camargo Cancer Center e a Sociedade Brasileira de Mastologia recomendam fazer anualmente a partir dos 40 anos de idade.

Para o diagnóstico de câncer de mama geralmente a mamografia é complementada por biópsias, ultrassom das mamas e algumas vezes a ressonância magnética. Apertar a mama durante o exame é fundamental, pois somente assim terá boa qualidade e permitirá enxergar as lesões bem no início.

Quanto antes o câncer de mama for detectado, mais rápido ele pode ser curado. Para isso, existem os exames de rastreio. Dentre eles, o que é mais eficaz na detecção do câncer de mama é a mamografia, presente inclusive no sistema público de saúde.

Após os 35 anos o exame de escolha para avaliação inicial é a mamografia com posterior ultrassom se houver alguma alteração que precise de complementação em sua avaliação. O Colégio Americano de Radiologia e a Associação Médica Americana têm indicado realização de mamografia de rastreamento anual a partir dos 35 anos.

A mamografia é feita pelo mamógrafo, aparelho que comprime a mama para fornecer imagens de alta qualidade. Durante o exame, a mulher deve estar posicionada em pé, de modo que o seio fique entre as duas placas do mamógrafo.

Categoria 2 – esta classificação também indica que não há nada de errado em seus seios, apenas foram encontradas algumas lesões benignas que não são interpretados como suspeita de câncer.

Diante de tal configuração, a presença de um tumor na mama pode alterar os linfonodos. Isso se dá, justamente, pela infiltração de células cancerígenas neles, que tendem a ficar endurecidos. Com isso, também podem se formar caroços na axila, embora tal quadro não costume gerar dor.

Quanto tempo a doença demora para se desenvolver? Os tipos mais comuns de câncer de mama podem levar entre 7 e 10 anos para formar um nódulo palpável (nódulos com menos de 1 cm não são perceptíveis no autoexame).

Cansaço inexplicável e perda de energia. Hematomas frequentes. Sangramento anormal. Dor contínua.

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