Porque as pessoas retiram o baço?

Perguntado por: abernardes . Última atualização: 25 de maio de 2023
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A retirada do baço pode ser indicada em casos de doenças como anemias, leucemia ou outros tipos de câncer, assim como no surgimento de cistos ou de lesões provocadas por traumas – esse órgão pode ser atingido por contusões ou ferimentos abdominais, por exemplo.

Possíveis complicações do procedimento
Assim, podemos citar alguns como sangramentos, hematomas e até mesmo derrame pleural. Além destes riscos da própria cirurgia, a ausência do baço pode aumentar a chance do paciente contrair infecções, que podem evoluir para quadros mais graves.

O paciente pode andar, subir escadas e fazer as atividades normais, mas deve evitar esforços muito grandes, como praticar esportes e carregar pesos, por pelo menos 60 dias.

Quando o organismo nota que o baço foi retirado, ele irá se adaptar para suprir as funções até então desempenhadas por esse órgão. O fígado, por exemplo, assume o papel na luta contra as infecções e filtra as células vermelhas do sangue. O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano.

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu que a cobertura do seguro DPVAT por invalidez permanente abrange a hipótese de retirada cirúrgica do baço, decorrente de acidente de trânsito ocorrido antes da existência de previsão expressa nesse sentido.

Dor ou desconforto no local onde o baço está localizado, ou seja, na parte superior esquerda da barriga; a dor pode irradiar para o ombro esquerdo. Pela localização próxima ao estômago, o paciente pode ter a sensação de estar cheio sem ter se alimentado ou após comer pouco. Perda do apetite e perda de peso.

As principais doenças que podem causar o aumento do baço são: Infecções agudas ou crônicas (ex: mononucleose, esquistossomose, endocardite, tuberculose, etc) Doenças imunológicas (ex: lúpus, anemia hemolítica imune) Doenças hematológicas benignas (ex: talassemia, anemia falciforme na infância)

O médico hematologista estuda, faz diagnóstico e trata alterações e doenças do sangue e de órgãos, como a medula óssea, linfonodos (os gânglios linfáticos, espalhados pelo nosso corpo) e baço.

Situa-se na região superior esquerda do abdômen, à esquerda do estômago e acima do rim esquerdo. Tem duas faces, uma diafragmática, que se relaciona com o diafragma, e outra visceral, que se relaciona com o estômago, o cólon transverso e o rim esquerdo.

O exame tem como objetivo analisar fígado e baço em busca de hemorragias, nódulos e alterações de funcionamento.

As dores no baço representam, em geral, algum tipo de lesão produzida no órgão ou quando este aumenta de tamanho. Essa dor pode ser percebida quando o indivíduo tosse ou quando apalpa-se a região. Simultaneamente à dor, um sinal de alerta também é a alteração presente em exames como o hemograma.

O baço não tem a capacidade de se regenerar ou crescer — diferente do que acontece com o fígado — após sua remoção. Porém, cabe uma observação interessante: algumas pessoas contam com um segundo baço — denominado de baço acessório.

É possível viver sem o pâncreas? Sim, é totalmente possível. Quando remove-se o órgão inteiro, os pacientes ficam sem quaisquer células que produzem insulina e os outros hormônios pelos quais ele é responsável. No entanto, o acompanhamento endocrinológico especializado pode minimizar esses problemas.

Invalidez por acidente dá direito a R$ 13,5 mil e perda do baço a R$ 1.350.

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