Porque quando estou triste quero me machucar?

Perguntado por: icamacho . Última atualização: 16 de maio de 2023
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A dificuldade em lidar com sentimentos negativos, como depressão e ansiedade, é o principal fator que leva uma pessoa a se ferir. De acordo com o Dr. Caio Bonadio alguns fatores de risco podem estar associados com a automutilação, mas distúrbios psiquiátricos também são elementos determinantes.

Este comportamento é uma válvula de escape para se expressar e se sentir melhor, onde os ferimentos pessoais são a única forma de lidar com sentimentos como a tristeza, o ódio, a culpa e a raiva.

A automutilação é o termo utilizado para designar a pessoa que pratica o ato de se cortar em alguma parte do corpo, para obter, de uma forma desesperada, um alívio de uma dor psíquica intensa.

Muitas são as causas que poderão estar na origem ou associadas a este comportamento autodestrutivo: problemas emocionais, depressão, ansiedade, perturbação bipolar, perturbações de personalidade, perturbações de comportamento alimentar, entre outras.

Ansiedade, depressão, tristeza e estresse desencadeiam reações químicas em seu corpo, que podem causar inflamação e enfraquecimento do sistema imunológico.”

No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa auto-estima, que aparecem com freqüência e podem combinar-se entre si. A depressão provoca ainda ausência de prazer em coisas que antes faziam bem e grande oscilação de humor e pensamentos, que podem culminar em comportamentos e atos suicidas.

Os sintomas de transtorno de ansiedade vão além do campo psicológico e podem refletir também no físico, causando diferentes reações no corpo, como:

  • boca seca;
  • braços dormentes;
  • náuseas e diarreia;
  • problemas digestivos;
  • calafrios, suor e tremores;
  • taquicardia e dores no peito;
  • respiração acelerada e falta de ar.

Esse gostar é causado por uma relação biológica. Quando o encéfalo detecta a dor, uma parte dele chamada hipófise, responsável por soltar substâncias na rede sanguínea, libera o hormônio endorfina, que alivia a dor para que ela se torne suportável o bastante para que o encéfalo possa traçar estratégias para pará-la.

Pode estar associado a um contexto de vida complicado, estresse excessivo ou alguma alteração pontual que esteja causando sofrimento. São ataques de raiva “justificáveis”. Não há como prever quando alguém com TEI irá ficar com raiva. Afinal, os surtos nesse caso derivam da impulsividade da pessoa.

A ligação entre dor e prazer é biológica. Para começar, toda dor faz com que o sistema nervoso central libere endorfinas – proteínas que agem para bloquear a dor e que funcionam de maneira semelhante à de drogas como a morfina, gerando um sentimento de euforia.

A automutilação — ou autolesão — é caracterizada pelo comportamento de agressão intencional ao próprio corpo, sem intenções suicidas. Cortes, perfurações, queimaduras, arranhões e contusões são as expressões mais comuns desse tipo de violência.

Arranhar-se em situações de estresse pode ser considerado um tipo de automutilação sim. Trata-se de uma maneira de lidar com a ansiedade, um descontrole das emoções de raiva, tristeza, insegurança.

A “autoagressão” refere-se a um comportamento (como a automutilação ou a overdose de medicamentos ou drogas) assumido com o objetivo de fazer intencionalmente mal ao corpo da própria pessoa.

Suicídios em 2019
Os mesmos levantamentos ainda afirmam que cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida no mundo, a cada ano.

A correria do dia a dia, o luto, insatisfação com o corpo, problemas na vida amorosa ou no trabalho, tudo isso pode ser capaz de facilitar o aparecimento de doenças como: aumento da pressão arterial, AVC e até trombose.

O início da depressão pode ser muito variado, dependendo da personalidade, temperamento, eventos que desencadeiam a doença, gênero e idade de cada pessoa. Os sinais frequentes mais comuns são: tristeza, falta de vontade, interesse e pensamento de ruína.

Superação – A perde de um filho é a maior dor emocional que o ser humano pode enfrentar. Além dela, traição, difamação, queda financeira ou ser vítima de violência estão entre as piores dores a serem esquecidas. Todas elas têm tratamento, mas este varia de acordo com a gravidade do trauma e a personalidade da pessoa.

Negação, raiva, barganha, depressão e aceitação: as fases do luto - Psiquiatria Paulista.