Quando não usar epinefrina?

Perguntado por: ibelem . Última atualização: 26 de maio de 2023
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A Epinefrina é contraindicada em pacientes que apresentam hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula. A Epinefrina é normalmente utilizada em situações de emergência. Nesses casos, qualquer contraindicação é relativa.

A epinefrina é a droga de escolha e deve ser administrada de imediato. Ela reverte os sinais da anafilaxia prontamente, por sua ação agonista adrenérgica. Ao estimular os receptores alfa 1, induz vasoconstrição, com aumento da resistência vascular periférica e diminuição do angioedema.

A adrenalina, também conhecida como epinefrina, é um hormônio produzido pela medula adrenal e que age no organismo em situações de estresse.

Os vasoconstritores estão contraindicados em pacientes com angina pectóris instável, infarto do miocárdio recente (até 6 meses), acidente vascular cerebral recente, cirurgia de revascularização miocárdica recente, arritmias refratárias, insuficiência cardíaca congestiva intratável ou não controlada, hipertireoidismo ...

A Adrenalina atua no alívio do broncoespasmo, no alívio das reações de hipersensibilidade devida a medicamentos e outros alérgenos. Também pode ser utilizada para restabelecer o ritmo cardíaco na parada cardíaca, mas não deve ser usada em insuficiência cardíaca ou choque cardiogênico, traumático ou hemorrágico.

Altas doses administradas (superdosagem) podem provocar arritmias cardíacas graves, um súbito aumento da pressão arterial, sendo inclusive capaz de produzir hemorragia cerebral, edema pulmonar, isquemia de extremidade, esplâncnica e renal.

Rítmos não chocáveis
Em relação aos ritmos não chocáveis, a adrenalina deve ser prontamente realizada assim que estiver disponível.

COMO SE USA

  • ATENÇÃO: por Via Intravenosa usar apenas soluções a 1:10.000 ou ainda mais diluídas (alguns médicos preferem soluções a 1:100.000). ...
  • Epinefrina (solução) 1:1000 (1 mg/mL)
  • ADMINISTRAÇÃO: em adultos, no braço; em crianças, na face lateral da coxa.
  • ATENÇÃO: não aplicar nas nádegas.
  • A Epinefrina:

Quando a anafilaxia afeta o sistema cardiovascular dando origem a queda da tensão arterial chama-se choque anafilático. Os doentes com asma ou doenças cardiovasculares são os que possuem um maior risco de apresentar reações anafiláticas mais graves. A anafilaxia é, portanto, uma emergência médica.

O tratamento para o choque anafilático deve ser feito o mais depressa possível no pronto-socorro, com a injeção de adrenalina e o uso de uma máscara de oxigênio para ajudar na respiração.

Aplicar uma segunda dose de adrenalina 5 a 15 minutos após a primeira, caso os sintomas persistam e ainda não tenha condição de chegar à emergência. Antialérgicos e corticoides NÃO substituem a adrenalina! Auxiliam no tratamento, mas não devem ser administrados antes ou ao invés da adrenalina.

Aumenta a frequência cardíaca e a força contrátil do miocárdio. Seu efeito alfa-adrenérgico estimula a vasoconstricçao, fazendo a pressao arterial se elevar e diminuindo o edema de mucosas.

O estresse libera no corpo hormônios como adrenalina e noradrenalina, substâncias vasoconstritoras. Como diz o nome, elas constringem, isto é, estreitam os vasos, elevando a pressão arterial e levando a uma alta na frequência cardíaca.

A adrenalina é usada no tratamento de anafilaxia, parada cardíaca e ataques graves de asma. A norepinefrina, por outro lado, é usada para tratar a pressão arterial perigosamente baixa. Além disso, medicamentos que aumentam a noradrenalina podem ajudar no TDAH e na depressão.

Sendo assim, em pacientes com alterações cardiovasculares como insuficiência cardíaca congestiva, angina, infarto do miocárdio, podem ser utilizados os anestésicos: Lidocaína 2% + epinefrina 1:100.000 (máximo 2 tubetes); Lidocaína 2% + epinefrina 1:200.000 (máximo 4 tubetes);

Em relação aos anestésicos locais para pacientes hipertensos controlados, 69% acertaram a escolha, sendo que o mais escolhido pelos participantes foi a Lidocaína 2% + Epinefrina 1:100000.

A lidocaína é contraindicada em pacientes com conhecida hipersensibilidade a anestésicos locais do tipo amida ou a qualquer um dos componentes da fórmula. A epinefrina é contraindicada em pacientes com hipertiroidismo ou doença cardíaca grave, particularmente quando a taquicardia está presente.

Os betabloqueadores são drogas que reduzem a ação da adrenalina no organismo. Logo, diminuem o batimento cardíaco, a sensação de pânico, a pressão arterial, os tremores nas mãos, só para citar alguns dos seus efeitos.

Nesse caso, preconiza-se a dose de adrenalina de 100 µg por kg, diluí- das em 5 mL de soro fisiológico a 0,9% via tudo orotraqueal, administradas seguidas de 5 ventilações8(D). A Tabela 1 mostra as doses de epinefrina de acordo com a idade e peso.

O tratamento para o choque anafilático deve ser feito o mais depressa possível no pronto-socorro ou em um hospital, com a injeção de adrenalina subcutânea e o uso de uma máscara de oxigênio para ajudar na respiração.

[A adrenalina pode ser administrada por via subcutânea ou IM [a dose habitual é de 0,3 a 0,5 mL de solução a 1:1.000 (0,1%) em adultos ou 0,01 mL/kg em crianças, repetida a cada 5 a 15 minutos].