O que defendia Heidegger?

Perguntado por: uflores . Última atualização: 24 de maio de 2023
4.6 / 5 7 votos

Diante das ciências e da técnica, Heidegger defende a necessidade de resgatar pensamento do ser como uma tarefa primordial da existência humana e que nos possibilita fazer as perguntas em torno do sentido que os entes, o Ser em geral e nós mesmos possuímos.

Para Heidegger, a principal pergunta da filosofia deve ser sobre o Ser. No passado, os filósofos não indagavam sobre o ser e sim sobre o ente, uma coisa. Ou então, buscavam entender o ser humano a partir de relação com os objetos e com o meio que ele estava.

Como anunciado desde o início do trabalho a questão fundamental para Heidegger é o Ser. Contudo, antes de quaisquer respostas o essencial é insistir na questão que, por prolongado período, ficou esquecida. Ademais, o primeiro passo desta investigação concerne naquele que coloca a questão, o ser-aí.

Para Heidegger, há a necessidade de uma destruição da ontologia tradicional, e sua intenção é empreender uma crítica à metafísica em toda sua conceitualização. O ponto inicial é a questão do sentido do ser em seu esquecimento.

Heidegger pretende uma fenomenologia em sentido fenomenológico e isso implica no trabalho de desconstrução da tradição metafísica para reencontrar o sentido do ser, soterrado pela tendência cotidiana da existência humana envolvida com os entes (objetos e suas representações).

O sentido de nosso ser é determinado pelo modo como nos projetamos no tempo. Não é por acaso que Ser e Tempo (1927), a obra pela qual Heidegger é mais conhecido, procura pensar o tempo como horizonte para responder à pergunta sobre o sentido do ser e da existência humana.

O conceito de ser em heidegger
Heidegger entende que sempre o Dasein (ser-aí), quando compreende algo, tem uma pré-compreensão. Para ele não é possível que a consciência surja simplesmente, como que por acaso ou magicamente: já sempre somos ser-no-mundo e ser-com-outros. O homem já sempre entende o que o ser significa.

É nesse sentido que Heidegger define o falar como a articulação da compreensão do ser-no-mundo com seu sentimento de situação, a sua facticidade. Isso nos remete à segunda tese mencionada, que reproduz a abordagem fenomenológico-existencial de Heidegger, o método geral que move Ser e Tempo.

Principais características
A filosofia existencialista apresenta algumas características que podem ser observadas na maior parte das ideias de diferentes filósofos. Merecem destaque as características a seguir: A existência vem sempre antes da essência. A essência humana é construída a partir das escolhas individuais.

Neste ensaio, Heidegger estabelece, à partida, que a relação entre a humanidade e a tecnologia é uma relação “livre”, na qual a existência humana está aberta à “essência da técnica”, o que a tecnologia na realidade é, por oposição ao mero conceito de “tecnologia”, isto é, a definição antropológica que lhe podemos ...

Primeiramente, Heidegger diz que o si mesmo é formado, de imediato, por uma constância de si mesmo que se funda no modo de ser impessoal, que não diz respeito à subsistência continua de algo, mas justamente, ao modo do Dasein enquanto ser-com, ou seja, a maneira mais imediata que se dá o ser-com é impessoal.

Martin Heidegger (1889-1976) foi um filósofo alemão da corrente existencialista, um dos maiores filósofos do século XX.

Reflete-se sobre as possibilidades da fenomenologia heideggeriana como referência na análise da educação na saúde. Heidegger propõe, em "Ser e tempo", a investigação sobre o sentido do ser, fundamental para o conhecimento que o homem possa ter de si mesmo como ser finito.

Os existencialistas, tanto Heidegger quanto Sartre, consideram o homem um ser livre para fazer de si o que quiser, pois, ao contrário dos outros seres, ele é consciente, é capaz de refletir sobre sua existência, e tal consciência converte-se em total liberdade.