Quem foram os quilombolas?

Perguntado por: onobrega . Última atualização: 1 de junho de 2023
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Os quilombos eram comunidades formadas por africanos escravizados e seus descendentes. Essas comunidades eram formadas por escravos que fugiam da escravidão, sendo um local onde viviam em liberdade e resistiam à escravidão. Nos quilombos não viviam apenas africanos escravizados, mas também índios e brancos livres.

Quilombolas são os atuais habitantes de comunidades negras rurais formadas por descendentes de africanos escravizados, que vivem, na sua maioria, da agricultura de subsistência em terras doadas, compradas ou ocupadas há bastante tempo.

Os quilombolas são chamados assim porque o termo "quilombo" se refere a comunidades de pessoas negras que viviam fugidas da escravidão no período colonial do Brasil.

Como era a vida nos Quilombos? O funcionamento dos quilombos considerava a tradição dos escravos fugidos que neles habitavam. Nessas comunidades, se realizavam atividades diversas como agricultura, extrativismo, criação de animais, exploração de minério e atividades mercantis.

O povo do quilombo é um povo alegre, que gosta de música e de dança. O canto está sempre presente em seu cotidiano e nas festas. Entre os quilombolas há um grande número de cantores e compositores, que relatam em suas músicas a vida, a luta e a esperança de seu povo.

Um quilombo era o espaço físico no qual viviam as pessoas escravizadas que fugiam de fazendas, engenhos e outros locais de trabalho forçado. A finalidade do quilombo é ser um local de resistência desde o sistema colonial escravista instaurado no Brasil Colônia, a partir do século 16.

Quilombo dos Palmares

O Quilombo dos Palmares foi o maior quilombo da história do Brasil e ao longo do século XVII chegou a reunir cerca de 20 mil habitantes na Serra da Barriga. O Quilombo dos Palmares ficou conhecido por ser o maior quilombo da história brasileira.

Entre as cidades brasileiras, Barreirinha, no Amazonas, é a cidade com mais localidades quilombolas do país (167), seguida de Alcântara (74) e Itapecuru Mirim (45), ambas no Maranhão, e Oriximiná (41) e Moju (38), no Pará.

O quilombo ou mocambo é o nome que se dá às comunidades formadas majoritariamente por remanescentes de fugitivos da escravidão no Brasil e que remontam ao Período Colonial.

Quilombolas são pessoas autodeclaradas e que têm identificação com a cultura e as tradições, além de relação territorial com as comunidades de quilombos. Esses espaços são símbolos da resistência contra a política escravocrata e, no Brasil, estão presentes em vários estados.

O quilombo é composto por mais de 80 famílias que realizam atividades rurais que vêm da produção de farinha e da plantação de feijão, milho, mandioca cacau e hortaliças, e se beneficiam também do artesanato, extrativismo e venda de produtos feitos pela comunidade como alternativas para complementar a renda.

Os quilombos se constituem como territórios que expressam a luta coletiva da população negra ao longo da história e que resistem mesmo diante dos ataques do racismo estrutural.

As comunidades quilombolas são grupos étnicos, predominantemente constituídos de população negra rural ou urbana, descendentes de ex-escravizados, que se autodefinem a partir das relações específicas com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias.

Utiliza-se, para tanto, a conceituação de quilombos do período colonial, segundo a qual quilombo era definido como “toda a habitação de negros fugidos, que passem de cinco, em parte despovoada, ainda que não tenham ranchos levantados e nem se achem pilões nele”.

Os quilombos eram comunidades formadas por africanos escravizados e seus descendentes. Essas comunidades eram formadas por escravos que fugiam da escravidão, sendo um local onde viviam em liberdade e resistiam à escravidão. Nos quilombos não viviam apenas africanos escravizados, mas também índios e brancos livres.

É onde eles expressam sua cultura, seus costumes. O povo do quilombo é um povo alegre, que gosta de música e dança. Muitos quilombolas são cantores, musicistas e compositores. Suas festas costumam durar uma semana inteira!

Destruição da biodiversidade e dos modos de vida, violações de direitos, problemas de saúde, ameaças e avanço sobre territórios tradicionais são alguns dos problemas relatados por comunidades quilombolas que convivem diariamente ao lado ou cercadas por empresas privadas e empreendimentos no Brasil.

Os quilombos tinham várias formas de organização, mas sempre tendo como objetivo a fuga do sistema escravista. Muitas vezes, internamente, reproduziam sua própria economia, mesmo sendo grande parte voltada para a agricultura, em face da tradição dos povos africanos, não havia uma certa uniformidade.

As comunidades quilombolas tiveram também garantido o direito à manutenção de sua cultura própria através dos artigos 215 e 216 da Constituição. O primeiro dispositivo determina que o Estado proteja as manifestações culturais afro-brasileiras.

A proposta não agradava os latifundiários da região e muito menos parte dos quilombolas. Frente a isso, uma nova liderança surgiu entre os habitantes de Palmares: Zumbi. Este não aceitava a condição de não receberem novos escravos, o que levou o governador de Pernambuco a indicar Gonçalo Moreira para destruir Palmares.