Qual a diferença entre a Unicausalidade E a Multicausalidade?

Perguntado por: lzaganelli . Última atualização: 19 de maio de 2023
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Já na segunda metade do século 20, a Teoria Multicausal foi ganhando o espaço da Teoria Unicausal, que já não explicava mais algumas doenças como câncer, transtornos mentais e doenças cardiovasculares. Enquanto isso, a Multicausal defendia que as doenças eram causadas por diversos fatores que se relacionavam.

Com a descoberta do mundo invisível a olho nu, no século XIX, surgiu a chamada revolução bacteriológica, que trouxe a ideia de unicausalidade, sendo os microrganismos os causadores da doença.

O conceito de multicausalidade não exclui a presença de agentes etiológicos numa pessoa como fator de aparecimento de doenças. Ele vai além e leva em consideração o psicológico do paciente, seus conflitos familiares, seus recursos financeiros, nível de instrução, entre outros.

A Promoção da Saúde, segundo a Carta de Ottawa, contempla 5 campos de ação: elaboração e implementação de políticas públicas saudáveis, criação de ambientes saudáveis, capacitação da comunidade, desenvolvimento de habilidades individuais e coletivas e reorientação de serviços de saúde.

As principais modalidades de indicadores de saúde são: Mortalidade / sobrevivência • Morbidade / gravidade / incapacidade • Nutrição / crescimento e desenvolvimento • Aspectos demográficos • Condições socioeconômicas • Saúde ambiental • Serviços de saúde.

Na atualidade, identifica-se o predomínio da multicausalidade, com ênfase nos condicionantes individuais. Como alternativa para a sua superação, propõe-se a articulação das dimensões individual e coletiva do processo saúde-doença, em consonância com a Teoria da Intervenção Práxica de Enfermagem em Saúde Coletiva.

O primeiro passo para o entendimento de um problema de saúde ou de uma doença consiste em descrevê-lo pelas variáveis de Pessoa, Lugar e Tempo, respondendo às questões básicas da epidemiologia descritiva: Quem foram os atingidos pelo dano?

História natural da doença – período inicial da patogênese ou de incubação, período prodrômico, período manifestação clínicas e evolução (cura, cronicidade).

A Classificação Internacional de Doenças (CID) é a base para identificar tendências e estatísticas de saúde em todo o mundo e contém cerca de 55 mil códigos únicos para lesões, doenças e causas de morte.

O esquema de Dahlgren e Whitehead apresenta os diferentes níveis de determinação social, desde a camada mais externa, onde visualizamos as condições socioeconômicas, culturais e ambientais gerais, até a mais proximal ao indivíduo, correspondendo aos fatores hereditários e outras características pessoais, como idade e ...

Conheça os principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)

  • Sedentarismo. O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). ...
  • Tabagismo. ...
  • Obesidade. ...
  • Hipertensão. ...
  • Diabetes. ...
  • Alimentação inadequada.

A Tríade Epidemiológica é o modelo tradicional de causalidade das doenças transmissí- veis; nesse, a doença é o resultado da interação entre o agente, o hospedeiro suscetível e o ambiente (Figura 2.2).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o termo saúde diz respeito ao perfeito bem estar físico, mental e social do indivíduo e não apenas à ausência de doença. Já a doença se caracteriza como um conjunto de sinais e sintomas específicos que afetam o indivíduo, alterando o seu estado normal de saúde.

Alguns CIDs que enquadram-se em alienação mental são:

  • F00. 0 – Demência de doença de Alzheimer de início precoce;
  • F02. 0 – Demência da Doença de Pick;
  • F20. 0 – Esquizofrenia paranoide;
  • F20. 5 – Esquizofrenia residual;
  • F21 – Transtorno esquizotípico;
  • F31. ...
  • F72 – Retardo mental grave.

A Carta de Ottawa sugere ações legislativas, fiscais e organizacionais visando à diminuição das desigualdades sociais e à melhoria da qualidade de vida da população. Sugere, também, a adoção de uma postura intersetorial para a formulação de políticas públicas e sua ação sobre o setor saúde.