Qual a diferença entre colostomia ileostomia e jejunostomia?

Perguntado por: inogueira . Última atualização: 21 de maio de 2023
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A diferença entre ileostomia e colostomia é anatômica, quando realizamos a exteriorização do íleo terminal (intestino delgado), denominamos ileostomia, quando exteriorizamos qualquer segmento do cólon, denominamos colostomia. As estomias podem ser temporárias ou definitivas.

As ostomias são cirurgias realizadas para construir um novo caminho que liga um órgão ao meio externo. As ostomias intestinais, ou seja, a colostomia e a ileostomia, desviam o fluxo das fezes até uma abertura realizada cirurgicamente no abdômen, chamada de estoma.

Motivos que levam à uma ileostomia
Câncer no reto ou intestino; Doenças crônicas (Retocolite Ulcerativa e Doença de Crohn); Perfurações no abdômen (acidentes de trânsito ou com armas brancas ou de fogo); Opção terapêutica.

Estomas do tubo digestivo são comunicações diretas de qualquer víscera oca com a superfície do corpo; por exemplo: esôfago (esofagostomia); estômago (gastrostomia); jejuno (jejunostomia); íleo (ileostomia) e o cólon (colostomia).

Quais são os tipos de colostomia?

  • Colostomia ascendente. A colostomia ascendente, o estoma é feito no lado direito do abdômen. ...
  • Colostomia transversa. ...
  • Colostomia descendente. ...
  • Colostomia sigmoide.

Sua principal função é a absorção de nutrientes e de substâncias. Tem, ainda, o papel de secretar substâncias que auxiliam no esvaziamento do estômago, na contração da vesícula biliar, no seu próprio funcionamento motor, além de outras funções.

Uma ileostomia pode ser temporária ou permanente.

Em geral, uma ileostomia ou colostomia integram um tratamento de doenças que afetam o intestino, tais como doenças inflamatórias, câncer, obstrução e/ou perfuração do intestino, outras lesões várias do intestino (inclusive traumáticas), abscesso intestinal ou defeito de nascença.

Quando a colostomia é indicada?

  1. ânus imperfurado (abertura anal inexistente ou bloqueada);
  2. bloqueio intestinal parcial ou total;
  3. câncer colorretal;
  4. fístulas ou feridas no períneo;
  5. inflamação grave no cólon;
  6. lesão traumática no reto ou cólon;

A designação do tipo de estomia é definida pelo tipo de órgão ou víscera que será exposto: colostomia (cólon), ileostomia (íleo), gastrostomia (estômago), nefrostomia (rim), ureterostomia (ureter), vesicostomia (bexiga), cistostomia (bexiga com uso de cateter) ou traqueostomia (traquéia), entre outras.

A cirurgia de colostomia é realizada a partir de uma abertura na parede abdominal, próxima à parte final do intestino, por onde passarão as excreções. O papel da bolsa é coletar o conteúdo fecal, facilitando o processo de evacuação do paciente e permitindo que as fezes sejam descartadas de maneira prática e higiênica.

A colostomia temporária dura em torno de 4 a 8 semanas e é revertida através de uma nova cirurgia”, comenta. O empresário Luciano Szafir utilizou a bolsa de colostomia por dez meses devido às complicações da Covid-19. Mas, como explica o médico, há casos em que ela é definitiva.

Após a recuperação da cirurgia, pode retomar gradualmente a alimentação que costumava ter, a menos que o médico exija que siga uma dieta especial. No entanto, como o íleo é estreito, alimentos ricos em fibras podem eventualmente causar obstruções, especialmente durante as primeiras seis a oito semanas após a cirurgia.

É realizada na porção final do intestino delgado. As fezes são líquidas e em maior volume.

A gastrostomia é indicada, assim as sondas nasoenterais, quando o paciente apresenta riscos de aspiração durante a deglutição. Já a jejunostomia é indicada, assim como as sondasnasoenterais pós-pilóricas, quando o paciente está impossibilitado de utilizar o estômago para receber a nutrição.

No caso da Jejunostomia, um orifício criado artificialmente na altura do jejuno faz a comunicação entre a cavidade do estômago e a parede do abdomem. Um dos benefícios da nutrição enteral é impedir a atrofia da mucosa gastrointestinal, manter sua integridade e previnir a proliferação de bactérias.

A ileostomia é uma ostomia que recebe o prefixo “íleo” por ser realizada no fim do intestino delgado. No procedimento, um médico faz uma abertura na parede abdominal para que organismo consiga eliminar as fezes sem passar pelo intestino grosso.

Até mesmo quando há a desconexão total do intestino a evacuação pode acontecer. É mais raro, mas pode ocorrer porque o coto remanescente que está desfuncionalizado continua produzindo secreção e muco, e isso faz o paciente ter vontade de evacuar.